sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tempo... tempo... tempo... tempo... tempo.... tantas coisas já foram escritas sobre o tempo, mas tem dois textos que me tocam de forma um tanto particular. O primeiro é o texto de Santo Agostinho, uma reflexão insuperável sobre o tempo: "De que modo existem aqueles dois tempos - o passado e o futuro -, se o passado não existe e o futuro ainda não veio? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse para o pretérito, não seria tempo, mas eternidade. Mas se o presente, para ser tempo, tem necessariamente de passar para o pretérito, como podemos afirmar que ele existe, se a causa da sua existência é a mesma pela qual deixará de existir? Para que digamos que o tempo verdadeiramente existe, porque tende a não ser?"  (...) (Confissões). O outro é o que me veio a mente para escrever sobre esse tema... a letra de Caetano Veloso para a música Oração ao Tempo... 
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo... 

(...)

O tempo como um deus, Saturno ou Cronos, por isso uma oração....(?)... " por pareceres contínuo"... parece, mas não é.... o que é o tempo? Tambor de todos os ritmos? Compositor de destinos? Senhor do universo? Aquele que consome tudo o que cria? Tempo...tempo... tempo... tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

(Oração  ao Tempo - Caetano Veloso)

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