quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido."

Caio Fernando Abreu

We Never Change

I want to live life, and never be cruel
And I want to live life, and be good to you,
And I want to fly, and never come down,
And live my life, and have friends around

We never change, do we?
No, no.
We never learn, do we?
So I want to live in a wooden house

I want to live life, and always be true
And I want to live life, and be good to you,
And I want to fly, and never come down,
And live my life, and have friends around

We never change, do we?
No, no.
We never learn, do we?
So I want to live in a wooden house
But making more friends would be easy

Oh and I don't have a soul to save,
Yes and I sin every single day.

We never change, do we?
We never learn, do we?

So I want to live in a wooden house,
Making more friends would be easy,
I want to live where the sun comes out.

Coldplay

(...) E quando eu me apaixonei
Não passou de ilusão
O seu nome rasguei
Fiz um samba-canção
Das mentiras de amor
Que aprendí com você (...)


Chico Buarque (Lígia)
vida... presenças e ausências... desejos e vontades... cheiros... sabores... fecho os olhos... é em você que eu penso... é você, que mesmo que eu não queira... (ou talvez até queira...) não me sai do pensamento...
"...eu prefiro ser insociável e taciturna. Torna tudo mais agradável, não concorda?..."

Elizabeth Bennet em diálogo com Sr. Darcy, em Orgulho e Preconceito, filme baseado na obra de Jane Austen

que sentimento é esse?
não dói... queima...
é mais desejo que saudade...
e é você, sempre foi você... e vai continuar sendo você....
coisas que não são... talvez nunca serão.... coisas que sinto... principalmente quando você está por perto... coisas que queria não sentir... coisas que talvez fosse melhor esquecer...coisas... que talvez estejam pra acontecer... se eu deixar que aconteçam...

domingo, 24 de julho de 2011


Onde está o seu tesouro... ali está o seu coração!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

noite
sem sono
madrugada
avança

quarta-feira, 20 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras (...)"
há coisas que não tem explicação... fico aqui pensando... no que pode ser... no que não pode... e o que não pode, tem muita força!!!

sábado, 9 de julho de 2011

Chico sobre João Gilberto

Quando apareceu Chega de Saudade, foi um choque tremendo, me lembro perfeitamente. Ficava horas, a tarde inteira ouvindo aquilo, ouvindo, ouvindo, ouvindo... Conhecia o violão de João Gilberto desde o disco da Elizeth Cardoso, Canção do amor demais, um disco que freqüentou muito a Telefunken dos meus pais. João tocou violão em duas faixas, “Outra vez” e “Chega de saudade”. Mas a gravação de João Gilberto era diferente. Eu nem sabia que “Chega de saudade” era do Tom Jobim, tanto que, ao pedir dinheiro aos meus pais para comprar o disco, disse que a música era do Vinicius de Moraes, o autor da letra e amigo do meu pai. Ouvia Chega de Saudade sem parar. Eu e um amigo meu de rua ficávamos ali, com violão, tentando decifrar a batida e as harmonias de João. Quando saiu o primeiro long-play do João Gilberto, a gente repetia “Aos pés da cruz” não sei quantas vezes na tentativa de fazer aquela introdução. Por morar em São Paulo, eu levava uma desvantagem em relação ao pessoal do Rio. Não havia televisão na minha casa. De vez em quando, chegava um amigo, dizendo: "Vi aquele cara esquisito que você gosta na televisão." João Gilberto apareceu como uma coisa misteriosa. Ele era diferente de tudo até para um jovem de 18 anos. Eu tinha 14 anos e, na época, ter quatro anos a menos significava uma diferença brutal.

*Chico em entrevista a Almir Chediak, 1999

http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/06/07/joao-gilberto-80-anos-chico-gal-caetano-gil-e-roberto-carlos-falam-sobre-a-primeira-vez-que-ouviram-o-musico.jhtm

Veio até mim
Quem deixou
Me olhar assim
Não pediu
Minha permissão
Não pude evitar
Tirou meu ar
Fiquei sem chão...

(...)

Alec Haiat / Céu
"alma gêmea? eu desejo uma alma como a minha, que sente, que chora, que ri e que sonha... que goste de música, literatura, cheiro de chuva e de mato, de pé no chão, de rede e de caminhar... que goste de poesia, que goste de Goya, que goste de cinema, de vinho com chocolate, de café e pão feito em casa, de almoço de família, de viajar, de cantar, de silêncio, de jazz, de frio, de Frida, de Neruda e de Ernesto... será???"

Frida Kahlo

"Não quero medir a altura do tombo, nem passar agosto esperando setembro..."

(...) Então me diga
Se você ainda gosta de mim
Porque de você eu gosto
Isso não deve ser assim
Tão ruim

Há quanto tempo eu conheço você
Oh, quanto tempo eu ainda vou precisar
E eu dependo do que eu não entendo
Eu pretendo apenas
Que você saiba que isso é meu amor

Me Diga

Nando Reis

Frida


Cena do filme Frida
O Carteiro e o Poeta (Trecho)


"(...) Mas também queria
pedir uma coisa, Mario,
que só você pode cumprir.
Todos os meus outros amigos
ou não saberiam o que fazer
ou pensariam que sou um
velho caduco e ridículo.
Quero que você vá com
este gravador passeando
pela Isla Negra e grave todos
os sons e ruídos que vá encontrando.
Preciso desesperadamente de algo,
nem que seja o fantasma da minha casa.
A minha saúde não anda
nada bem. Sinto falta do mar.
Sinto falta do mar.
Sinto falta dos pássaros.
mande para mim os sons
da minha casa. Entre no jardim
e faça soar os sinos.
Primeiro grave esse repicar suave dos
sininhos pequenos quando o
vento bate neles, e depois puxe
o cordão do sino maior cinco, seis
vezes. Sinos, meus sinos! Não há
nada que soe tão bem como a palavra
sino se a penduramos num
campanário junto ao mar. E depois
vá até as pedras e grave a
arrebentação das ondas.
E se ouvir
gaivotas, grave.
E se ouvir
o silêncio das estrelas siderais, grave.(...)



http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=78991#ixzz1RfCzCiiq

O carteiro e o poeta

quinta-feira, 7 de julho de 2011

"(...) Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha para os meus olhos
Você é o estandarte da agonia que tem a lua e o sol do meio-dia (...)"

Vampiro
Jorge Mautner


quarta-feira, 6 de julho de 2011

O capoeira


— Qué apanhá sordado?
— O quê?
— Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada.

Oswald de Andrade
possibilidades...sonhos...um dia de cada vez... e as coisas de repente vão acontecendo... e os sentimentos mudando, e o passado vai ficando cada vez mais distante e vazio...
E mais uma vez:

"Não sou pra todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. (...)"

Caio Fernando Abreu

É isso!!!!

domingo, 3 de julho de 2011

A arte de perder

A arte de perder não é difícil de dominar
Tantas coisas parecem cheias da intenção de serem perdidas
Que sua perda não é um desastre.

Perca alguma coisa todos os dias
Aceite o contra-tempo de perder as chaves da porta
A hora gasta inútilmente.
A arte de perder não é difícil de dominar.

Depois, pratique perder mais, perder mais rápido
Lugares, nomes, situações….tantas coisas

Eu perdi duas cidades, dois rios, um continente
Eu os perdi, mas não foi um desastre.
Até mesmo perder você, a voz brincalhona
aquele gesto que eu adoro
Eu não terei mentido, é evidente

A arte de perder não é difícil de dominar
embora sempre continue parecendo um desastre.

- Elizabeth Bishop
se as coisas vão mal, é porque alguma coisa você tem que aprender com elas.... e com o tempo acho que a gente aprende a recomeçar sem olhar muito pra trás.... olhamos pro que tem que ser feito, e seguimos em frente!!! talvez, seja simples assim!

sábado, 2 de julho de 2011

não quero menos, quero mais... entende? por isso o meu silêncio!

Você dita ao meu coração
O que ele não quer aprender, Zé
Você quer que o meu coração
Siga a tua receita só
Não, quero que aceite
O jeito que eu te dou de mulher
Não, e aproveite
O resto o tempo dá jeito

Mesmo que tenha a minha oração
Que você dispensa Zé
Você faz com que o meu coração
Siga a tua beleza só
Vá lembrar a tardinha
Quando nos conhecemos Zé
Havia uma beleza ali
Ou era criatividade minha

Quando andava pela rua
Cor de sol amarelo ouro
Me fitava e eu me avermelhando
Som de jardim de sonho
Zé era seis da tarde
Dia e escuridão
Tinha tom, sino e alarme
Roubando o meu coração

Vanessa da Mata

Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela então eu me vi (...)

Nando Reis
fico aqui pensando que as coisas são um tanto estranhas... fico procurando sentidos... significados... há coisas adormecidas dentro de mim... quanto mais penso nelas menos eu as sinto...
não é medo. é uma certeza. certeza daquilo que eu sou, daquilo que quero e que não quero. e não quero você.

Palavras ao Vento

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas Palavras pequenas Palavras
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor ora sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras momentos
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Composição: Marisa Monte, Moraes Moreira

ernest hemingway

(...) Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. (...)

Caio Fernando Abreu