segunda-feira, 23 de maio de 2011

Onde Vivem os Monstros

coisinha estranha... se tem um problema, devore-o... solidão e imaginação... poderes dos tempos antigos, poderes de outra terra... uma vez eles atacaram minha fortaleza de gelo... eu os derrotei, fiz as cabeças deles explodirem... eu virei o rei deles... meus poderes passam por todas as fendas... e você entende de solidão? você afasta toda a tristeza? eu tenho um escudo anti-tristeza que afasta toda a tristeza e destrói toda a solidão... não sei se vou ficar... a felicidade nem sempre torna alguém feliz... o que aconteceu com nossas casas? elas caíram... qual é a sua primeira ordem? que a grande farra comece! você tem uma cara engraçada, é só isso! ei, você vai ficar? é complicado, eu não sei como a coisa chegou a esse ponto, mas agora até que melhorou. Você faz muitas perguntas... boa noite.

sábado, 21 de maio de 2011

Les pas
Paul Valéry (1871-1945)

Tes pas, enfants de mon silence,
Saintement, lentement placés,
Vers le lit de ma vigilance
Procèdent muets et glacés.

Personne pure, ombre divine,
Qu'ils sont doux, tes pas retenus
!Dieux !... tous les dons que je devine
Viennent à moi sur ces pieds nus !

Si, de tes lèvres avancées,
Tu prépares pour l'apaiser,
A l'habitant de mes pensées
La nourriture d'un baiser,

Ne hâte pas cet acte tendre,
Douceur d'être et de n'être pas,
Car j'ai vécu de vous attendre,
Et mon coeur n'était que vos pas

Todos los días descubro…
Octavio Paz

Según un poema de Fernando Pessoa

Todos los días descubro
La espantosa realidad de las cosas:
Cada cosa es lo que es.
Que difícil es decir esto y decir
Cuánto me alegra y como me basta.
Para ser completo existir es suficiente.

He escrito muchos poemas.
Claro, he de escribir otros más.
Cada poema mío dice lo mismo,
Cada poema mío es diferente,
Cada cosa es una manera distinta de decir lo mismo.

A veces miro una piedra.
No pienso que ella siente,
No me empeño en llamarla hermana.
Me gusta por ser piedra,
Me gusta porque no siente,
Me gusta porque no tiene parentesco conmigo.

Otras veces oigo pasar el viento:
Vale la pena haber nacido
Sólo por oír pasar el viento.

No sé qué pensarán los otros al leer esto
Creo que ha de ser bueno porque lo pienso sin esfuerzo;
Lo pienso sin pensar que otros me oyen pensar,
Lo pienso sin pensamientos,
Lo digo como lo dicen mis palabras.

Una vez me llamaron poeta materialista.
Y yo me sorprendí: nunca había pensado
Que pudiesen darme este o aquel nombre.
Ni siquiera soy poeta: veo.
Si vale lo que escribo, no es valer mío.
El valer está ahí, en mis versos.
Todo esto es absolutamente independiente de mi voluntad.

Os corpos são hieróglifos sensíveis.

Octavio Paz

domingo, 8 de maio de 2011

alguma coisa vai mudando por aqui... aos poucos e... de repente... parece que há um rosto tão forte que não sai do pensamento... um sorriso... algo assim meio subentendido...
a madrugada chega. penso no seu olhar. lembro do seu sorriso. fecho os olhos. é você que eu vejo. medo do amor?

quinta-feira, 5 de maio de 2011