sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Give me love

Give me love
Give me love
Give me peace on Earth
Give me light
Give me life
Keep me free from burden
Give me hope
Help me cope
With this heavy load
Trying to touch you, reach you
With heart and soul
My love
Pleeeeeeeeeaaase take hold of my hand
That I might understand you
Won't you please
Oh, won't you...

Give Me Love (Give Me Peace On Earth)

Marisa Monte

Composição: George Harrison

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Como se sabe, na época em que fui para o Brasil [1935], viajávamos de navio, não havia aviões, e os navios eram também cargueiros, e faziam muitas escalas [o navio em que veio Lévi-Strauss partiu de Marselha e fez escala em Barcelona, Cádiz, Argel, Casablanca e Dakar antes de aportar em Santos]. Nunca me esquecerei que, ao chegar — estávamos em alto mar havia dezenove dias, acho — e a primeira percepção que tivemos do Novo Mundo — ainda não se podia ver a costa — foi um cheiro. Um cheiro difícil de descrever, porque as associações são fáceis demais: cheiro de tabaco, cheiro de pimenta... enfim, tudo isso está ligado ao Novo Mundo, não sei se é exatamente isso. Mas é sem dúvida uma das dimensões da natureza brasileira, que não é apenas visual, ou tátil, é também olfativa".

Claude Lévi-Strauss, em entrevista. Revista de Antropologia.

Rev. Antropol. vol.42 n.1-2 São Paulo 1999


Claude Lévi-Strauss

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu, que nada mais amo
Do que a insatisfação com o que se pode mudar
Nada mais detesto
Do que a profunda insatisfação com o que não pode ser mudado

Bertolt Brecht
Poemas 1913-1956

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

História de sobreviventes

Arquivo Virtual sobre Holocausto e Antissemitismo, disponível na internet, reconstitui saga de judeus expulsos da Alemanha nazista e dos países colaboracionistas e reúne documentos que revelam a postura do Brasil diante do genocídio (Interior de Pobres II/Lasar Segall)

http://www.agencia.fapesp.br/materia/11287/historia-de-sobreviventes.htm

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Francisco Ferrer foi o fundador da Escola Moderna em Barcelona, em 1901. Escola mista, laica, racional e científica. Possuía biblioteca, tipografia, editava manuais e obras pedagógicas. Cresce como um foco intenso de cultura popular. O maior princípio da escola fundada por Ferrer é a liberdade da criança. Por todos os motivos citados a escola sofreu ataques violentos, Ferrer em 1909 foi preso, julgado, condenado a morte e executado. Seu último grito: "Viva a Escola Moderna". No Brasil os libertários protestaram sobre a morte de Ferrer. Denunciaram o controle da Igreja sobre a Educação e lutaram pela educação laica. Em 1912 João Penteado fundou a Escola Moderna de São Paulo, conhecida como Escola Moderna No. 1, no Belenzinho. Aqui a Escola Moderna também sofreu perseguição e foi fechada pelas autoridades republicanas em 1919. O momento de lembrar os 100 anos da morte do educador espanhol (que tanto influenciou a fundação de escolas libertárias no Brasil) também é momento de refletir se conquistamos a tão sonhada liberdade na Educação!!!

100 anos da morte de Francisco Ferrer i Guardia

Pré-iniciação científica

Do USP Online

Na quinta-feira (29), a USP e a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo realizam a exposição, seguida de seleção e premiação, dos trabalhos desenvolvidos no Programa de Pré-iniciação Científica por alunos do ensino médio da rede pública.

O evento começa a partir das 9h30. Estarão presentes no Centro de Convenção Rebouças o professor José Goldemberg, ex-reitor da USP; Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo; e o atual governador do estado, José Serra.

A participação é aberta e gratuita. O Centro de Convenção Rebouças fica na Av. Rebouças, 600, Cerqueira César, São Paulo, próximo ao metrô Clínicas.

Mais informações: (11) 3078-2356

sábado, 24 de outubro de 2009

(...) Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.


(Caio Fernando Abreu - Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87)