quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

silêncio, passos, pensamentos... caminhos, sonhos e verdades... mais que tudo, eu me quero de volta... quero olhar nos meus olhos...e me ver!
"Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. Quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei."

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

....Quanto mais desejo, um beijo, um beijo seu
Muito mais eu sinto gosto em viver....

Djavan
ouvindo as suas músicas... talvez você não saiba... também não sei...elas me ajudam a sentir... a pensar... a escrever...

Frida

... a gente somente passa a amar quando os sonhos improvisam e mudam os planos...
alguns passos... um abraço... um cheiro... uma vontade... você passa e olha... fica... não entendo... procuro... fico buscando... remexendo lembranças esparsas...
sabe quando tudo parece estar no lugar certo... na hora certa... a música certa... a luz... ou a falta dela.... faça alguma coisa disso tudo.... leia meus pensamentos.... aqui estou eu... tentando decifrar aquele seu olhar....
...queria poder entender...esse seu olhar... respirar mais fundo... é muito confuso, um tanto disso tudo...
(...) quero mergulhar nesse seu olhar (...)


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

(...) Só de me encontrar no seu olhar
Já muda tudo
Posso respirar você
E posso te enxergar no escuro (...)

Seu Jorge - Seu Olhar

domingo, 12 de dezembro de 2010

"Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão
É pretensão de quem fica
Escondido, fazendo fita."

Pro dia nascer feliz (Cazuza)

sábado, 11 de dezembro de 2010

...

É um mistério para mim
Nós temos uma ambição que concordamos.
E você pensa que você tem que querer mais do que precisa.
Até você ter tudo, você não estará livre.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.

Quando você quer mais do que tem
Você pensa que precisa.
E quando você pensa mais do que você quer
Seus pensamentos começam a sangrar.
Acho que preciso encontrar um lugar maior
Pois quando você tem mais do que imagina,
Você precisa de mais espaço.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.

Tem aqueles achando, mais ou menos, que menos é mais
Mas se menos é mais, como você mantém um placar?
Quer dizer que pra cada ponto que faz, seu nível cai
É como começar do topo
Você não pode fazer isso.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.

Sociedade, tenha piedade de mim
Espero que não fique brava se eu discordar
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim

Tradução de:
Society
Eddie Vedder
Composição: Jerry Hannan
precisaria me lembrar... você tocava os meus pés... e eu tocava as nuvens...
onde você estava? o que você faria? eu fico aqui pensando em coisas tão absurdas e tão loucas... que talvez eu até diria... se fosse somente pra você...
se você pudesse ler meus pensamentos agora... você ficaria louco...
é verdade.... eu não parei pra observar as cores, nem os aromas, nem as vozes... talvez as vozes eu estivesse ouvindo... ou não.... não sei... mas meus pensamentos e sentimentos já não estavam mais ali... talvez por um momento... quando...
água... rosas... leite... aromas, sons e toques...
são coisas que preferia não pensar... mas tudo isso é muito mais forte do que eu... é quando tudo para... quando tenho tempo pra mim... é você... é você que não sai do meu pensamento... é você que está em tudo que não faz parte do meu mundo real...
... há palavras que não precisam ser ditas.... há coisas que precisam ficar no esquecimento.....

acho que estou com fome... que tal um bom macarrão com manjericão???

escrever...
segredos... o telefone toca... será que devo me preocupar? são apenas palavras... fora do tempo e do espaço... e uma musica, mas não é qualquer musica... como devo me sentir? o que faz você lembrar? refresque a minha memória... fiz um molho, vermelho... o aroma do manjericão... o vinho... são 23h06...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Música

Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Tá no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

Vanessa da Mata
Ando tão desorientado, já faz tempo. E me escondo, e não procuro ninguém, e fico mastigando a minha desorientação.

CAIO FERNANDO ABREU

Brilho eterno de uma mente sem lembranças...

(...) Porque às vezes, você queria se chamar Clementine, ter o cabelo azul e apagar um pedaço da sua memória. Deletar o que não se deve nem se pode lembrar. Assim: pra sempre ...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Esquecimento

Esse de quem eu era e era meu,
Que foi um sonho e foi realidade,
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.

Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tateio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!

Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...

E desse que era eu meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos...!

Florbela Espanca

Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes. (Exausto)

Adélia Prado

Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento.

Adélia Prado

Simone de Beauvoir, Jean Paul Sartre e Ernesto Che Guevara

Aleida e Che

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Florestan Fernandes

Aracaju

Céu todo Azul
Chegar no Brasil por um atalho
Aracaju
Terra cajueiro papagaio
Araçazu
Moqueca de cação no João do Alho
Aracaju
Voltar ao Brasil por um atalho
Ser feliz
O melhor lugar é ser feliz
O melhor é ser feliz
Mas
Onde estou
Não importa tanto aonde vou
O melhor é ter amor
Aracaju
Cajueiro arara cor de sangue
Nordeste-Sul
Centro da cidade bangue-bangue
Aracaju
Menos o Sergipe e mais o mangue
Ser feliz
O melhor lugar é ser feliz
O melhor é ser feliz
Onde estou
Não importa tanto aonde vou
O melhor é ter amor

CAETANO
fase Caetano.... fases da minha vida em que ouvir Caetano me ajuda a entrar em mim... a pensar.... a saber quem sou... traçar onde quero ir... me ajuda a sentir...

Louco por Você

TUDO O QUE RESSALTA QUER ME VER CHORAR
LOUCO POR VOCÊ
NADA ESQUECE DE ARMAR UMA LÁGRIMA
QUE ÀS VEZES VEM BATER
NA CARA
ONDA DO MAR
ATÉ GRITAR DE
FELICIDADE
TARDE CINZA, LÁGRIMA PRISMÁTICA
LOUCO POR VOCÊ
COR MULTIPLICADA, SOM, PALAVRA MÁ
PORQUE NÃO SEI DIZER
SAIBA
DIGA VOCÊ
AGORA É TARDE
FELICIDADE
VEM

CAETANO

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Voltei da viagem ao México com vontade de ouvir Chico Buarque. Logo que entrei no meu quarto, enquanto desfazia as malas, liguei o som. A primeira música do CD é Construção. Minha pequena ouvindo comigo me diz: - mãe, a gente ouviu essa música na escola, é legal mãe... e começou a cantar:

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe (....)

Foi especial!

Silencio

Así como del fondo de la música
brota una nota
que mientras vibra crece y se adelgaza
hasta que en otra música enmudece,
brota del fondo del silencio
otro silencio, aguda torre, espada,
y sube y crece y nos suspende
y mientras sube caen
recuerdos, esperanzas,
las pequeñas mentiras y las grandes,
y queremos gritar y en la garganta
se desvanece el grito:
desembocamos al silencio
en donde los silencios enmudecen.

Octavio Paz

A Culpa é do Fidel!

Anna mora em Paris e leva uma vida tranqüila, gosta da sua vida como ela é. Quando seus pais passam a se engajar politicamente, principalmente nas questões relacionadas ao Chile de Allende, vê sua vida mudar. Seu pai fica "barbudo", mudam-se para um apartamento menor, ela e seu irmão passam a ter babás que lhes apresentam estranhas receitas, a casa fica sempre cheia de gente. Anna resiste, quer sua vida de volta. Aos poucos porém, vai aprendendo com todo aquele caos, reacomodando as coisas, realizando uma nova visão de mundo. Já tinha pego o filme do meio ao fim duas vezes. Mês passado, em um congresso de educação, foram selecionados filmes "especiais" numa pequena cidade de Minas Gerais, A Culpa é do Fidel! estava entre eles e consegui vê-lo inteiro. O olhar infantil, os bons momentos dos irmãos em cena, a esperança por um mundo melhor... vale a pena conferir!

A Culpa é do Fidel!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Octavio Paz

Así como del fondo de la música
brota una nota
que mientras vibra crece y se adelgaza
hasta que en otra música enmudece,
brota del fondo del silencio
otro silencio, aguda torre, espada,
y sube y crece y nos suspende
y mientras sube caen
recuerdos, esperanzas,
las pequeñas mentiras y las grandes,
y queremos gritar y en la garganta
se desvanece el grito:
desembocamos al silencio
en donde los silencios enmudecen.

"Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da sua casa
Lhe der um beijo e partir...
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que não te vejo
Ai que saudades d'ocê!"

(...)
Ai que Saudade D'ocê
Alvarenga e Ranchinho


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Morélia

Michoacan, Morélia




Onde agora estou....

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Credo

Caminhando pela noite de nossa cidade

Acendendo a esperança e apagando a escuridão

Vamos, caminhando pelas ruas de nossa cidade

Viver derramando a juventude pelos corações

Tenha fé no nosso povo que ele resiste

Tenha fé no nosso povo que ele insiste

E acorda novo, forte, alegre, cheio de paixão

Vamos, caminhando de mãos dadas com a alma nova

Viver semeando a liberdade em cada coração

Tenha fé no nosso povo que ele acorda

Tenha fé em nosso povo que ele assusta

Caminhando e vivendo com a alma aberta

Aquecidos pelo sol que vem depois do temporal

Vamos, companheiros pelas ruas de nossa cidade

Cantar semeando um sonho que vai ter real

Caminhemos pela noite com a esperança

Caminhemos pela noite com a juventude

(Milton Nascimento e Fernando Brant)

Paisagem na Janela

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um vôo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal

Mensageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
E eu apenas era

Cavaleiro marginal lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvores
Sem querer descanso nem dominical

Cavaleiro marginal banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do quarto de dormir

Você não quer acreditar
Mas isso tão normal
Você não quer acreditar
Mas isso tão normal
Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quer acreditar

Composição: Lô Borges e Fernando Brant

E agora José?

... e agora José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José ?

e agora, você ?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama protesta,

e agora, José ?

(...)

Carlos Drummond de Andrade
Quer saber?
De algo que só você pode ouvir?
É... você...
Se tiver coragem...
Me pergunte...
Que eu conto...
Só pra você!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

aquele que se foi. aquela que sorri. aquele que ainda está aqui, mesmo não mais estando. aquele que foi esquecido. aquela que caminha. aquele que chora. aquela que abraça. aquele que está perdido. aquele que se cala. aquela voz. aquele gesto. aquela mão. aquelas palavras. aquele adeus. aquele cheiro. aquele escuro. aquele quarto. aquela cumplicidade. aquela denúncia de paixão. estava no rosto, nas suas expressões. alguém percebeu o brilho dos seus olhos? alguém buscou a graça do seu caminhar? alguém te tirou da linha da comodidade... exige de você uma ação... uma reação... deseje... sonhe esta noite... imagine tudo... percorra o caminho... sinta... não diga nada... use e abuse do silêncio... é no silêncio que mais conseguimos ouvir o que precisa ser escutado...
não diga nada sobre isso, também não me pergunte... não tenho respostas... não tenho certezas... tenho o agora... e nele minha coragem, nele despejo os meus desejos...
(...)
Poder brincar de amar
Sem pensar no amanhã
Sem nenhuma vergonha
Numa cara de pau
Aproveitar um samba
Numa tarde vazia
Ter um siricotico
Ter uma aventura
(...)
Vanessa da Mata

Renoir


Me veio em uma tarde de segunda-feira. Um desejo... eu não exitei. Embora não soubesse o que eu diria a mim mesma sobre isso. Eu caminhava pra uma aula quase esquecida. A falta de tempo me fez esquecer de muitas coisas... mas me fez lembrar você!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


A eleição não é para Madre Superiora

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/10/dilma-desmascare-o-serra-o-serra-nao-tem-escrupulos/



Betinho, São Francisco de Assis. Menos quando falava do Serra

Mais uma do Paulo Henrique Amorin

Conversa com bom amigo que esteve na festa dos artistas para a Dilma, no Teatro Casagrande, no Rio.

- Como é que foi ?

- Emocionante !

- Qual a melhor frase da noite ?

- A do Chico ganha disparado: os tucanos falam fininho com Washington e grosso com a Bolívia.

- É verdade.

- É o melhor resumo da “política externa” do Fernando Henrique e seu filhote.

- E pega a Miriam Leitão, também, que queria invadir a Bolívia, te lembra ? Depois, a Venezuela ! Ela também fala grosso !

- Sim, claro !

- E o Boff ?

- Também foi uma bela frase: a esperança venceu o medo e a verdade vencerá a mentira !

- Isso dá um bom slogan para o João Santana.

- Claro, disse o bom amigo ! Isso ganha uma eleição.

- Você está confiante ?, pergunto.

- A boca do jacaré já abriu, companheiro.

- É, mas para mim, a melhor frase é a do Fernando Morais …

- Sim ! Belíssima ! Na testa do Serra ! Voto na Dilma porque conheço o Serra há trinta anos e sei do mal que ele pode fazer a este país !

- Um tiro no peito, não ?

- Se o Fernando encontrar com o Serra numa noite escura, o Serra crava o dente no pescoço do Fernando.

- E a história da bolinha de papel ?, pergunto.

- O Serra é um incompetente. O Lacerda pelo menos deu um tiro de 45 no pé …

- É … no atentado do major Vaz…

- Mas, bolinha de papel …

- Que “papel” triste do Serra, nesse fim de carreira, não ?, pergunto.

- Eu nunca vi um político que não tivesse pelo menos um amigo. Só o Serra.

- Mas e o Fernando Henrique, o Aécio ?

- Eles se odeiam.

- Se odeiam ?

- Os três se odeiam entre si …

- Impressionante.

- É, o Serra não tem um amigo.

- Não tem um único, solitário amigo !

- Ouvi dizer que lá em Minas todo mundo sabia que o Aécio sabia que o Itagiba mandou uns sicários para vasculhar a vida pessoal do Aécio.

- E daí nasceu o livro do Amaury …

- Todo mundo sabe disso, sentenciou o meu amigo.

- Mas, você tem razão: que fim de carreira melancólico, solitário, esse do Serra …

- Você quer saber de uma coisa ? , disse o meu amigo. Lembra do Betinho, aquele santo homem, o da batalha contra a fome …

- Sim, o irmão do Henfil …

- Exato. O Betinho era um santo, não é isso ?

- Um São Francisco de Assis …

- Você sabe que o Betinho foi da AP, a Ação Popular …

- A mesma AP do Serra.

- Pois, vou te contar uma coisa que uma amiga íntima do Betinho contou. O Betinho era incapaz de falar mal de alguém. Incapaz ! Mas, toda vez que alguém falava o nome do Serra perto dele, o Betinho perdia a cabeça e bradava: esse é um f … da p … !

Pano rápido


Paulo Henrique Amorim

Do blog de Paulo Henrique Amorim

Carta, Leandro: irmã contratou Amaury para proteger Aécio de Serra
Publicado em 22/10/2010 Compartilhe
Irmão e irmã adoram o #Serrojas

A revista Carta Capital que chega hoje às bancas publica reportagem de Leandro Fortes que reafirma: Amaury Ribeiro Jr. escreveu o livro “Os porões da privataria” para proteger Aécio Neves de #Serrojas.

Leandro conversou várias vezes com Amaury.

Conversou com policiais federais.

E conversou com jornalistas mineiros.

Leandro conta que quem está no centro do livro do Amaury é o jornalista Josemar Gimenez, diretor de redação do jornal O Estado de Minas e do Correio Braziliense.

Leandro trata das relações incestuosas de Aécio Neves com o Estado de Minas.

E mais: que a irmã de Aécio, Andréa Neves, foi quem tratou com Gimenez a elaboração do livro do Amaury.

Isso tudo passou a se chamar de “Operação Caribe”.

Por falar em Caribe, leia aqui o prefácio do livro, que o Amaury autorizou o Conversa Afiada a publicar.

Ou seja, Serra e Aécio estão unidos por uma bolinha de papel e por um rolo de fita adesiva.

Isso dá traumatismo craniano.

É melhor ir fazer uma tomografia computadorizada.


Paulo Henrique Amorim


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Desenho de Frida Kahlo

Desenho do Diário de Frida

se vocês soubessem como esta noite está diferente. são três horas da madrugada, estou com uma de minhas insônias. tomei uma xícara de café, já que não ia dormir mesmo. botei açúcar demais, e o café ficou horrível. (...) está escuro. tão escuro. penso em pessoas de quem eu gosto: estão todas dormindo ou se divertindo. é possível que algumas estejam tomando uísque. meu café se transforma em mais adocicado ainda, em mais impossível ainda. e a escuridão se torna tão maior. estou caindo numa tristeza sem dor. não é mau. faz parte. amanhã provavelmente terei alguma alegria, também sem grandes êxtases, só alegria, e isso também não é mau. é, mas não estou gostando muito deste pacto com a mediocridade de viver. (clarice lispector)
tantos querem a projeção. sem saber como esta limita a vida. minha pequena projeção fere o meu pudor. inclusive o que eu queria dizer já não posso mais. o anonimato é suave como um sonho. eu estou precisando desse sonho. aliás eu não queria mais escrever. escrevo agora porque estou precisando de dinheiro. eu queria ficar calada. há coisas que nunca escrevi, e morrerei sem tê-las escrito. essas por dinheiro nenhum. há um grande silêncio dentro de mim. e esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras. e do silêncio tem vindo o que é mais precioso que tudo: o próprio silêncio. (clarice lispector)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O fato grosseria na campanha de Serra

O fator grosseria na campanha de Serra
Enviado por luisnassif, qua, 29/09/2010 - 10:05

É necessário conhecer um pouco os efeitos dessa grosseria de Serra com os prefeitos do PSDB, para entender a razão da votação esperada de Geraldo Alckmin ser tão superior a dele no estado de São Paulo. Ou entender a razão da debandada dos prefeitos do PMDB, depois que Orestes Quércia abandonou a campanha ao Senado por problemas de saúde.

Desde o dia em que botou os pés no Palácio Bandeirantes, na condições de governador, Serra assumiu a postura de um Imperador. Conhecidos de muitos anos se espantavam com o deslumbramento de um quase septuagenário. Parecia que Serra se vingava de anos e anos em que ficou em segundo plano, seja como Secretário de Montoro ou Ministro de FHC, seja como filho de uma família de classe média do Braz.

A educação nunca foi seu forte. Em geral, atribuía-se sua grosseria a uma suposta timidez, embora a maioria dos tímidos seja recatada.

No poder, extrapolou.

Conseguiu criar no próprio PSDB resistências até mais fortes do que o anti-petismo do PSDB paulista. E explica em grande parte sua derrota clamorosa em São Paulo. O próprio afastamento do campeão d votos do partido, Gabriel Chalita, se deu depois dele esperar por cinco horas ser recebido por Serra.

Como se recorda, o Serra planejava sair de São Paulo com 5 milhões de votos de vantagem. O PT, mais otimista, esperava perder por apenas 2 milhões. Provavelmente Dilma terá 5 milhões a mais que Serra justamente no estado em que os tucanos sempre foram mais fortes.

Na raiz de tudo, uma antipatia generalizada dos prefeitos tucanos em relação a Serra.

Em Marília, reduto tucano, o prefeito Mário Bulgarelli jurou publicamente jamais apoiar Serra, embora preste todo apoio a Alckmin.

Sua bronca decorre de uma sucessão infindável de grosserias de Serra, contra ele e contra terceiros. A começar do fato de jamais ter sido recebido no Palácio Bandeirantes, nem por Serra nem por Aloizio Nunes.

Foi a menor das grosserias.

Recorda-se de um evento das Fatecs no Palácio Bandeirantes. Houve um concurso para o desenvolvimento de inovações. Marília venceu em primeiro, com um tipo de quitute; Bauru ficou em segundo. Somados, dois colégios eleitorais com 750 mil pessoas.

A premiação foi no Palácio Bandeirantes. Prefeitos, deputados, diretores de Fatec, alunos reunidos, mais Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab. Serra entra, não cumprimenta ninguém, recusa o quitute que foi-lhe oferecido por uma mocinha simpática, sem lhe dar satisfação, sequer agradecer a gentileza.

A diretora do Paula Santos fez um discurso e em determinado momento mencionou uma estatística qualquer. Falou em 500. Serra começou seu discurso sem saudar nenhum dos presentes e dando uma bronca nela. Não eram 500, mas 496 e não se devia exagerar nos dados. A senhora, de branca ficou rubra, causando constrangimento geral nos presentes.

Segundo o prefeito, vendo sua indignação Alckmin lhe fez um sinal conformado tipo "não ligue". Kassab estava constrangido, sussurrando frases tipo "o que fazer". Todos envergonhados com a grosseria pública de Serra.

Noutra feita, Serra veio a Marília. A cidade tem uma estrada de contorno necessitando de recapeamento. Antes do início da solenidade, um assessor de Serra informou o prefeito que o recapeamento estaria sendo providenciado. O prefeito subiu ao palanque, falou antes do governador, e agradeceu a promessa do recapeamento.

Serra tomou a palavra e chamou o prefeito de mentiroso na frente de todo mundo. Disse que jamais tinha prometido nada.

O deputado estadual da região, político de 240 mil votos, também não quer ver Serra nem pintado.

É uma bronca tão grande que, quando fala de Serra, o prefeito – sujeito calmo e afável – avermelha e despeja toda sorte de adjetivos: "Presunçoso, mal educado, grosseiro, egocêntrico, arrogante...".


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-fator-grosseria-na-campanha-de-serra

quarta-feira, 29 de setembro de 2010



Cazuza





"Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois
"
Um Trem Para as Estrelas
Cazuza

É preciso rir...

Gente, os últimos meses tem sido desafiantes e cansativos pra mim... cheguei à metade do meu doutorado, precisando acelerar a escrita da tese... pesquisas que não acabam nunca, idas e vindas para arquivos e bibliotecas aqui e acolá, estágio na universidade e ainda inventei de fazer francês e um curso de cinema... Não que as coisas não estejam indo bem, pelo contrário, tudo é muito interessante, por isso o desgaste físico e mental. Bom, no meio de tudo isso, às vezes saio passeando pela internet, tentando achar algo interessante para ler, procurando distrair um pouco essa minha cabeça que ultimamente está teórica demais... nesses passeios na net, acabei na página do Clube da Insônia http://clubedainsonia.blogspot.com/2008/03/das-coisas-que-mudam-o-mundo.html do Tico Santa Cruz. Me deparei com um texto intitulado "Das coisas que mudam o mundo" e comecei a ler sem saber do que se tratava... só pra você saber, caro leitor, que me agracia em muito aqui com sua presença nesse meu cantinho de soltos e perdidos pensamentos, estou na sala da pós da Universidade de São Paulo, cercada de mestrandos e doutorandos, pesquisando e escrevendo suas respectivas teses. O texto em questão provocou-me uma crise de riso e precisei me segurar para não gargalhar na sala. Eu não vou contar aqui sobre o que se trata porque vai perder a graça de você ir lá na página do blog do Tico Santa Cruz e ler cada desenrolar dessa história hilariante... Leia tudo e me conte depois. Bjos a todos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Mídia

Esqueçam a Veja, a Folha de S. Paulo e o Estadão! Leiam http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608IMQ002. O Observatório da Imprensa analisa a Imprensa brasileira nestes dias que antecedem a eleição. Há um artigo, em específico, que analisa manchete da Folha: "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma". Washington Araújo alerta: "A propósito, informe-se que a tarifa social foi criada em 2002, ainda durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As mudanças solicitadas pelo TCU ocorreram em 2007, dois anos depois da saída de Dilma da pasta. A lei que regula a tarifa social foi alterada em 2010". Ante o ocorrido surgiu no Twitter uma reação à esta e à outras notícias da mídia que procuram apresentar Dilma culpada por "todas as malezas nacionais". Segue algumas das frases postadas no Twitter e relacionadas no artigo de Washington Araújo. Algumas, são de morrer de rir:

** Guarda pretoriana prende assassinos de Júlio César com sestércios na tanga. Mandante foi Dilma
** Dilma serviu o café de Ronaldo no dia da final da Copa de 1998

** Padre voador caiu porque Dilma mandou ‘vazar’ os balões!
** Dilma a padre no Sul: ‘Enche os balõezinhos que dá’

** Deu na Folha: Viram Dilma derretendo o gelo polar com secador de cabelos
** Por falha de Dilma, PAC do Muro de Berlim atrasou e ele acabou caindo
** Erro de Dilma soterra mineiros no Chile
** Dilma é a principal pedra que impede a saída dos mineiros chilenos da mina
** Dilma joga moeda de um real na pista de Congonhas e derruba avião da TAM

** Dilma disse a Bush: "Em seis meses você resolve esse negócio no Iraque"
** A Folha denuncia: Dilma foi responsável pelo último terremoto no Chile. O que fará ela como presidente do Brasil?
** Falhas em obras do PAC de Dilma resultaram no soterramento de mineiros no Chile.
** Erro de Dilma nos cálculos provocou inclinação da Torre de Pisa

** Fim do mistério: Foi Dilma quem indicou Índio da Costa para vice de Serra
** Foi Dilma que fez a cratera no metrô do Serra
** Trololó de Serra foi violado pela campanha da Dilma

** Nhem-nhem de FHC é violado pela campanha de Dilma
** Dilma manda Serra para a ilha de Lost em 4 de outubro
** Comitê Central da campanha do Serra funciona na sede da Folha

** Dilma é mãe de Fernandinho Beira-mar... Serra afirma: Lula é o pai
** Exclusivo! As trapalhadas de Serra e sua campanha foi combinado com Dilma que garantiu a chefia da Casa Civil pra ele

** Folha kids: boi da cara preta, filiado ao PT desde 1980 revela: quem mandou pegar criança foi a Dilma

** Dilma para John: "Querido, deixa eu te apresentar uma amiga, esta é a Yoko..."
** Elvis não morreu. Foi sequestrado por Dilma
** Che Guevara usava uma camiseta com Dilma estampada
** Einstein estava confuso. Dilma lhe disse: "Calma, tudo é relativo"

** A Folha adverte: Dilma é mais nociva que o cigarro. Afirma ter provas científicas disso.
** O Ministério da Saúde adverte: camisinhas da marca Dilma arrebentam!
** Fotografamos usuários da Cracolândia com camisetas do PT, os malucos insistiram que a Dilma, sim, é Crack

** Deus ia fazer o mundo em quatro dias, mas houve atraso na obra do PAC
** Deus criou o mundo em seis dias. No sétimo, Dilma deu uma retocada
** Foi a Dilma que mostrou o fruto proibido a Eva

** Lobo Mau comeu Chapeuzinho Vermelho a mando de Dilma
** Na verdade, o Sapo queria lavar o pé, mas Dilma não deixou!!!
** Dilma cortou a perna do Saci Perêrê
** Dilma obrigou escravos de Jó a jogar caxangá

** Errar é humano. Colocar a culpa na Dilma está no Manual de Redação da Folha

** Será que a Veja vai levar o fenômeno #DilmaFactsbyFolha pra sua capa como o #calabocagalvao?

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608IMQ002

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Descobri que ainda há muita coisa viva em mim. (Clarice Lispector)
Ocupei-me o tempo todo para disfarçar a saudade. (Clarice Lispector)

REDS


Reds conta a história de um jornalista americano que vai para a Rússia e acaba participando da Revolução de Outubro. Um fato que pode despertar maior interesse pelo filme é Maureen Stapleton interpretando Emma Goldman.


REDS 1981


terça-feira, 21 de setembro de 2010