domingo, 30 de março de 2008

Tá na cara!!!!!!!!!!!!!!!!

Tá na cara
na pele
nos olhos
nas mãos

no silêncio
no vazio

na febre
na alma

no som
na noite

Tá na janela
nas folhas verdes
no calor

Na porta aberta
no vento

Tá aqui
Tá em mim
Tá em paz
meu coração!!!!

Clarear

sábado, 29 de março de 2008

Etnia


(...) Por de trás de algo que se esconde

Há sempre uma grande mina de conhecimentos e sentimentos

Não há mistérios em descobrir

O que você tem e o que gosta

Não há mistérios em descobrir

O que você é e o que você faz

Maracatu psicodélico

Capoeira da Pesada

Bumba meu rádio

Berimbau elétrico

Frevo, Samba e Cores

Cores unidas e alegria

Nada de errado em nossa etnia."

Chico Science

Eu

Há muito mais em mim do que você consegue ver
Aquilo que você não vê
Aquilo que não digo
Aquilo que eu sou e se esconde em mim
Aquilo que me consome
e que nunca esqueço
que me encanta
e que não impeço
e que em excesso me denuncia
Aquilo que é risco
e viagem
sol, lua, miragem
Aquilo que você estranha
e me torna instável
e que me silencia
porque no silêncio sagrado
eu me escuto
me movo
e vivo!!!

Clarear

...


"Te amo não por quem tu és, se não por quem sou quando estou contigo".
Gabriel Garcia Marques

Sabedoria

"Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo."

quinta-feira, 27 de março de 2008

Se você soubesse

Se você soubesse
que nada é assim tão pequeno...
que o seu olhar não te deixa ver
que a sua dor não te deixa seguir
que o seu eu
fala quando devia se calar
e apenas sentir

você não sente
e se não sente não vê...

as pessoas
os movimentos
as cores
os olhares
o passado no presente
o presente no futuro
o cheiro
a poeira
mais pessoas
e mais olhares

o calor
mesmo sem tocar

a voz
mesmo estando distante
a dúvida
o medo
o igual e ao mesmo tempo diferente

as rupturas e os segredos
arriscar?
ou perder!!!

Clarear

???


Caetano ou Chico????


Tim Maia!!!!




*******************


Muito além do que os olhos podem ver...


Por do Sol em Moçambique


Já era tempo de você

Olho o campo claro, sigo o meu caminho a cantar (a cantar)
Sigo o som distante de uma melodia a tocar
Serei bem mais só, porem mais feliz
do que com você acabei de crer
que você não foi nem vai ser o meu grande amor
Corro abraço o mundo sei que agora já descobri (descobri)
uma flor tão pura bem melhor que aquela que perdi
Parei de chorar eu quero cantar
agora já sei o que é viver
Não quero lembrar o que passei junto de você
Não apelo mais, não sei disfarçar
Não apelo mais, não sei disfarçar
Hoje eu quero paz
Quero paz, quero paz
Não apelo, não apelo mais

Tim Maia

quarta-feira, 26 de março de 2008

Falsa intimidade

Na distância
tudo se torna claro
a proximidade
Só confunde
anula...

Melhor estar longe
as idéias circulam
o corpo respira
a alma vive!!!!


e sonha....

realiza...


Transforma!!!!!

Clarear

sexta-feira, 21 de março de 2008

Eu


"Eu sou aquilo que você não vê"

Canção de amor de uma negra (Black Woman's Love Song)

"Eu continuo te cantando canções de amor mesmo quando canções de ódio ameaçam sufocar até a minha alma". Canção de amor de uma negra (Black Woman's Love Song) Elean Thomas (1947-2007).

Você procura

Você procura um amor que caiba dentro do teu sonho?
Você acha que isso existe?
A vida não pode te surpreender?
O amor não pode te surpreender?
Você pode descobrir que há muito mais dentro de você,
do que aquilo que pode ser previsível
e igual

a vida pode te mostrar
que há sabor naquilo que parece confuso
e diferente...

a vida pode te prender
nas palavras de um sonho imprevisto
nas viagens de homens de almas livres
e desejos possíveis...

Engano

Não adianta querer enganar um coração
Sentimento arde no peito
não se cala
não se esconde


não se entrega!!!!

Mudar... tudo...

Mudar
transformar
sair do lugar
de casa
de dentro

romper
seguir
rir
chorar
falar
viver

ser
e não estar
estar
e não ser

caminhar
sem direção
não temer as curvas
nem as pedras
nem a chuva

saber
que a sua verdade
não é a única
nem ao menos
é uma verdade

seus tijolos
não serão mais levantados
não haverá lugar
para as suas certezas

seus olhos não querem ver
e os meus ouvidos já não querem te ouvir!!!!

C...

Blues da Piedade

Agora eu vou cantar pros miseráveis Que vagam pelo mundo derrotados Pra essas sementes mal plantadas Que já nascem com cara de abortadas Pras pessoas de alma bem pequena Remoendo pequenos problemas Querendo sempre aquilo que não têm Pra quem vê a luz Mas não ilumina suas minicertezas Vive contando dinheiro E não muda quando é lua cheia Pra quem não sabe amar Fica esperando Alguém que caiba no seu sonho Como varizes que vão aumentando Como insetos em volta da lâmpada Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem Quero cantar só para as pessoas fracas Que tão no mundo e perderam a viagem Quero cantar o blues Com o pastor e o bumbo na praça Vamos pedir piedade Pois há um incêndio sob a chuva rala Somos iguais em desgraça Vamos cantar o blues da piedade Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.

Cazuza

terça-feira, 18 de março de 2008

Vida que chama...


Não se engane

Não se engane com palavras
Muitas vezes, elas dizem o que você quer ouvir
Mas não o que verdadeiramente as fizeram existir
Você... pode não ser... pode ser nada ou talvez,
Alguém que ainda nem existe
ou existe e não é pra existir
é pra calar
e não esquecer
confuso?
são palavras
soltas
apenas
palavras
soltas.

C...

Para viver um grande amor...

Há que esquecer a dor
Há que se esquecer o que passou
Há que chorar
e então sorrir
Há que falar
e então calar
sentir raiva
e rancor
e então recomeçar
Há que permitir
se permitir
não pensar demais
Há que fechar os olhos
e sentir
Há que se apaixonar
se deixar apaixonar
não ter medo
Há que se perder
para então se encontrar
Há que encontrar
o novo
o belo
o choque
o som
o olhar
o calor
e então...
Amar!

C...

....

Fui longe pra ter por perto
Falei e desisti
Calei e então senti
Aonde estou você não cabe mais
No pensamento talvez...
Mas logo se vai
Como o vento
Como o começo de um sonho confuso
Que logo se dispersa
Não deixa nenhuma certeza
Nem saudade!

Mafalda


domingo, 16 de março de 2008

...



Não há dever que tanto descuidemos como o de sermos felizes.

Robert Louis Stevenson

Certezas???

As grandes certezas que temos nem sempre são tão grandes como supomos. Às vezes basta um encontro de ocasião para elas vacilarem.


Sentimentos...


Filipe Salvador - fuga do inferno

sentimentos
que se calam
se revoltam
que não querem existir


“Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir.”

(J. Collins)

Expectativas...

E viva Henfil!!!

sexta-feira, 14 de março de 2008

O que será?

Foi como uma brisa
A lembrança do seu rosto
E você de alguma forma vem e confirma...
Que se fez lembrar
Uma sensação que ainda não sei definir
E você chega de mansinho
Fala bem baixinho
E pede pra eu voltar

Clarear

quinta-feira, 13 de março de 2008

Lugares mágicos


«Durante anos, compus música. De repente, decidi escrever livros. As pessoas perguntam porquê, mas não consigo responder, pois nada há a dizer nem sobre a música nem sobre os livros. Não gosto de falar de mim. Nada tenho a dizer.Sem nunca formular o conceito, baseava o meu sentido do mundo na convicção irrazoável de que certas partes da terra eram mais mágicas do que outras. À pergunta do que entendia por magia, teria com certeza definido a palavra como um lugar secreto entre o mundo da natureza e a consciência humana, uma passagem directa, mas oculta, que curto-circuitava o cérebro.»
Tradução: CSA

África - outros olhares


quarta-feira, 12 de março de 2008

José Oiticica


José Oiticica: El 30 de juliol de 1957 mor a Rio de Janeiro (Brasil) el militant anarquista José Rodrigues Leite e Oiticica, més conegut com José Oiticica. Havia nascut el 22 de juliol de 1882 a Oliveira (Minas Gerais, Brasil). Fill d'un senador, va ser enviat a un col·legi religiós d'on serà expulsat per rebel·lió. Després d'estudiar Dret i medicina i, sense acabar cap de les dues carreres, es va dedicar a l'ensenyament i a la filologia --va rebre la càtedra de Prosòdia de l'Escola Dramàtica de Rio de Janeiro en 1914, va impartir lliçons de Filologia portuguesa a la Universitat d'Hamburg (1929-1930) i va ser catedràtic del Col·legi Pedro II i de la Universitat del Districte Federal. En 1906 funda el Col·legi Llatinoamericà on aplicarà una pedagogia avançada. L'evolució progressiva de les seves idees el portarà a l'anarquisme en 1912. Va participar al Centre d'Estudis Socials on esdevé un actiu militant del moviment llibertari, fent conferències als sindicats i participant al costat dels treballadors en l'agitació social. En 1918 va ser acusat de responsabilitat en la crida a la vaga general insurreccional, detingut i deportat. En 1924 va tornar a la presó a causa del seu antimilitarisme llibertari i després participarà en la Lliga Anticlerical de Rio de Janeiro. Durant els anys 20 va denunciar la pujada de l'autoritarisme bolxevic a Rússia i les divisions que es creaven entre els treballadors. Va ser un dels més importants pensadors i intel·lectuals brasilers de la seva època i autor de nombroses obres, com ara: Estudos de fonologia (1916), Princípios e fins do Programa Anarquista-Comunista (1919), A trama dum grande crime (1922), Manual de estilo (1923), Do método no estudo das línguas sul-americanas (1930), A doutrina anarquista ao alance de todos (1947), Roteiro em fonética fisiológica, técnica do verso e dicção (1955), A teoria da correlação (1955), Crítica anarquista de la sociedad actual (1956), Curso de Literatura (1960), Ação Directa (1970). Va ser també poeta --Sonetos 1 (1911), Sonetos 2 (1919) i Ode ao sol e Fonte perene (1954)-- i fundador del periòdic anarquista Ação Directa, que va dirigir des de la seva fundació en 1946 fins a la seva mort. Va ser membre de Fraternitas Rosicruciana Antiqua. En març de 1958 es va crear a Rio de Janeiro el Centre d'Estudis Professor José Oiticica (CEPJO), que va romandre obert durant obert després del cop d'Estat de 1964 fins a l'octubre de 1969 que va ser assaltat, els seus membres detinguts i alguns torturats i empresonats. En 1985 va sorgir també a Rio de Janeiro el Grup Anarquista José Oiticica (GAJO). Va ser pare de l'entomòleg i fotògraf José Oiticica Filho (1906-1964) i avi de l'artista plàstic Hélio Oiticica (1937-1979), ambdós anarquistes.

A propriedade é um roubo


A Bomba


A bomba é uma flor de pânico apavorando os floricultores. A bomba é o produto quintessente de um laboratório falido. A bomba é estúpida é ferotriste é cheia de rocamboles. A bomba é grotesca de tão metuenda e coça a perna. A bomba dorme no domingo até que os morcegos esvoacem. A bomba não tem preço não tem lugar não tem domicílio. A bomba amanhã promete ser melhorzinha mas esquece. A bomba não está no fundo do cofre, está principalmente onde não está. A bomba mente e sorri sem dente. A bomba vai a todas as conferências e senta-se de todos os lados. A bomba é redonda que nem mesa redonda, e quadrada. A bomba tem horas que sente falta de outra para cruzar. A bomba multiplica-se em ações ao portador e portadores sem ação. A bomba chora nas noites de chuva, enrodilha-se nas chaminés. A bomba faz week-end na Semana Santa. A bomba tem 50 megatons de algidez por 85 de ignomínia. A bomba industrializou as térmites convertendo-as em balísticos interplanetários. A bomba sofre de hérnia estranguladora, de amnésia, de mononucleose, de verborréia. A bomba não é séria, é conspicuamente tediosa. A bomba envenena as crianças antes que comece a nascer. A bomba continnua a envenená-las no curso da vida. A bomba respeita os poderes espirituais, os temporais e os tais. A bomba pula de um lado para outro gritando: eu sou a bomba. A bomba é um cisco no olho da vida, e não sai. A bomba é uma inflamação no ventre da primavera. A bomba tem a seu serviço música estereofônica e mil valetes de ouro, cobalto e ferro além da comparsaria. A bomba tem supermercado circo biblioteca esquadrilha de mísseis, etc. A bomba não admite que ninguém acorde sem motivo grave. A bomba quer é manter acordados nervosos e sãos, atletas e paralíticos. A bomba mata só de pensarem que vem aí para matar. A bomba dobra todas as línguas à sua turva sintaxe. A bomba saboriea a morte com marshmallow. A bomba arrota impostura e prosopéia política. A bomba cria leopardos no quintal, eventualmente no living. A bomba é podre. A bomba gostaria de ter remorso para justificar-se mas isso lhe é vedado. A bomba pediu ao Diabo que a batizasse e a Deus que lhe validasse o batismo. A bomba declare-se balança de justiça arca de amor arcanjo de fraternidade. A bomba tem um clube fechadíssimo. A bomba pondera com olho neocrítico o Prêmio Nobel. A bomba é russamenricanenglish mas agradam-lhe eflúvios de Paris. A bomba oferece de bandeja de urânio puro, a título de bonificação, átomos de paz. A bomba não terá trabalho com as artes visuais, concretas ou tachistas. A bomba desenha sinais de trânsito ultreletrônicos para proteger velhos e criancinhas. A bomba não admite que ninguém se dê ao luxo de morrer de câncer. A bomba é câncer. A bomba vai à Lua, assovia e volta. A bomba reduz neutros e neutrinos, e abana-se com o leque da reação em cadeia. A bomba está abusando da glória de ser bomba. A bomba não sabe quando, onde e porque vai explodir, mas preliba o instante inefável. A bomba fede A bomba é vigiada por sentinelas pávidas em torreões de cartolina. A bomba com ser uma besta confusa dá tempo ao homem para que se salve. A bomba não destruirá a vida. O homem (tenho esperança) liquidará a bomba.
Drummond

Goya - nova leitura - malês


Os fuzilamentos de maio, conforme Goya - nova leitura

Fuzilados em Salvador 5 líderes da grande insurreição malê de 24/1/1835: os escravos Gonçalo, Joaquim e Pedro, os negros forros José Francisco Gonçalves e Jorge de Cunha Barbosa. Os mortos no levante sobem a 100. (Vermelho http://www.vermelho.org.br/).


Goya... mais uma vez....


Imagem: Goya, O Três de Maio de 1808, 1814

Nós que aqui estamos por vós esperamos

TÍTULO DO FILME: NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS (Brasil, 1998)
DIREÇÃO: Marcelo Masagão, responsável também pela produção, pesquisa e edição do filme
ELENCO: não possui, utilizando-se apenas de imagens; 55 min.
MÚSICA: Win Mestens.


Havana


Lula e a crise com a Espanha


terça-feira, 11 de março de 2008

Você tem saudades?

Você tem saudades?
daqueles versos,
daqueles beijos
daquelas noites
daqueles ventos?
Das noites frias
das ruas na madrugada
da minha voz
esperando você chegar?
você tem saudades
do meu abraço?
Dos nossos sonhos
das nossas vontades
dos nossos desejos
tão loucos e sem eixos
que nem o tempo pode apagar!!!????

Clarear

Você não entende


você não entende

que tantas possibilidades havia

de redescobertas sem partidas

de afastamentos sem feridas

de recriar o amor em uma nova verdade

você não percebia

que havia beleza em tantas coisas

tantas palavras

tantos vazios

e tantos silêncios

em que você estava

e ainda está

mas nao quer ver

prefere interpretar

e esquecer

fechar os olhos

se perder

e não me achar!!!!


Clarear

Proust, os prazeres e os dias



(...) E, nas noites serenas, vastas e secretas, quando a certeza de que ninguém poderia vê-la exacerbava seu desejo, ouvia a voz de Honoré dizer-lhe ao ouvido as coisas proibidas. Ela o evocava por completo, obsedante e oferecido como uma tentação. Certa noite, na hora do jantar, Violante olhou, suspirando, o intendente que estava sentado à sua frente.-Sinto-me muito triste, Augustin -disse. -Ninguém me ama, acrescentou.-Mesmo assim -ele replicou- há oito dias, quando fui a Julianges arrumar a biblioteca, ouvi dizerem a seu respeito: "Como ela é bela!".-Quem disse isso? -perguntou Violante, com tristeza.Um sorriso fraco, mal e molemente, erguia um cantinho de sua boca, como quando tentamos levantar uma cortina para deixar entrar a alegria do dia.-O jovem cavalheiro do ano passado, o sr. Honoré...-Achei que estivesse no mar -disse Violante.-Já voltou -respondeu Augustin.Violante levantou-se imediatamente e, quase tremendo, foi até seu quarto escrever a Honoré para pedir-lhe que viesse vê-la. Ao pegar a pena, teve uma sensação de bem-estar, de um poder ainda desconhecido (...); a impressão de que, no girar de seus dois destinos que pareciam aprisioná-los mecanicamente longe um do outro, ainda poderia, com um estalar dos dedos, fazer com que ele viesse à noite, ao terraço, diferentemente do cruel êxtase de seu desejo insatisfeito (...). No dia seguinte, recebeu a resposta de Honoré, e foi lê-la, trêmula, no banco onde ele a beijara.Senhorita,Recebo sua carta uma hora antes da partida de meu navio. Fizemos uma parada de apenas oito dias e só voltarei dentro de quatro anos. Consinta em guardar a recordação deSeu respeitoso e dedicadoHonoré.(...) Violante desfez-se em lágrimas.-Meu bom Augustin -disse-lhe à noite- aconteceu-me algo que me causou muita infelicidade.A primeira necessidade de fazer confidências nascia-lhe das primeiras decepções de sua sensualidade, tão naturalmente quanto em geral nasce das primeiras satisfações amorosas. Violante ainda não conhecia o amor. Pouco tempo depois, veio a sofrer por amor, que essa é a única maneira que temos de aprender a conhecê-lo. (...) Capítulo 2 - Sensualidade.

Quadrilha


"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J.Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."

Carlos Drummond de Andrade


Cecília... 4o. Motivo da Rosa


Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Eu

Quem sou hoje?
alguém melhor porque já viveu,
alguém melhor porque já sofreu,
alguém que não aceita mais rótulos nem verdades absolutas,
alguém que não aceita prisões
nem imposições
alguém que está apredendo sempre, a cada segundo, a cada novo folego de vida,
alguém que caiu e se levantou
alguém que não se deixou levar pela miséria de pessoas vãs
alguém que secou as lágrimas
que colheu as rosas e desprezou os espinhos
que sentiu o perfume de cada pétala
e sorriu pelo vermelho forte da flor
alguém que não se intimidou pelo olhar
e não mais aceitou o jogo dos fracos, dos perdidos, dos consumidos...
alguém que aprendeu a reconhecer aqueles que se fazem de amigos, oportunistas e sugadores de energia
alguém que escolhe estar só
que escolhe também estar junto
que aceita desafios
novas verdades
vovas veredas
novos olhares
novos castelos
que ouve com o coração
com a alma
com encantamento
alguém que vê
e que sabe
que a vida
está apenas começando!!!

Clarear

segunda-feira, 10 de março de 2008

Paz...

Paz no meu coração...
sonhos
expectativas
novas verdades
novos caminhos
novas pessoas
novos encontros
e desencontros
rompimentos
daquilo que já não era
sem nunca ter sido
novas viagens
e novos desejos
novas vontades
novo olhar
novas palavras
novos versos
e novas manhãs
novos sentimentos
sem certezas
sem assombrações
é madrugada
a melhor hora
a melhor música
a melhor calma
o silêncio
quer trazer
você pra mim...

Clarear

"Quem é você pra me chamar aqui? Se nada aconteceu? Foi só amor? Ou medo de ficar sozinho outra vez? ... (Maria Rita)

Eu não falaria de amor com você...


Por que eu te desejava tanto?

Por que esperava tanto por teu beijo?

Por que me embriagava tanto a tua voz?

Por que não via a escura nuvem da tua indiferença?

Por que não percebia teu jogo de querer e não querer?

Eu não falaria de amor com você!

O silêncio era maior...

Assim como todo o sentimento contido e nenhuma verdade revelada.


Clarear


domingo, 9 de março de 2008

Se ao menos...


Se ao menos soubesses

tudo o que eu não disse

ou se ao menos

me desses as mãos

como quem beija

e não partisses,

assim, empurrando o vento

com o coração aflito,

sufocado de segredos...


Joaquim Pessoa

Silêncio gritante

O silêncio da tua voz e do teu olhar,
neste instante me chega tão gritante…
como fosse do íntimo do mundo…
tão mais alto que em outros de antes.
Vem com a dor dos degredos…
se instala e me emudece…
me estanca dentro de mim mesmo.
Chega-me misto de lamento profundo
e prece.
Fogem-me as palavras ao vento
como fossem grãos de areia por entre […]

Antonio Miranda Fernandes

Saudades


Saudade é solidão acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,

mas o amado já…

Saudade é amar um passado que ainda não passou,

é recusar um presente que nos machuca,

é não ver o futuro que nos convida…

Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

Saudade é o inferno dos que perderam,

é a dor dos que ficaram para trás,

é o gosto de morte na boca dos que continuam…

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:

aquela que nunca amou.

E esse é o maior sofrimento:

não ter por quem sentir saudades,

passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.


Pablo Neruda

Orozco


José Clemente Orozco (1883-1949) foi um grande pintor expressionista latino-americano. Sua temática – sempre humanista e revolucionária – representa a busca desesperada de um mundo fantasmagórico, elaborado em diversas técnicas: desenho, aquarela, óleo. A construção de um vasto painel de excrescências monstruosas, a voar pela imediação da América.

Foi influenciado por Tintoretto, El Greco, Delacroix e Goya, sua obra é violência isolada, brutal em si mesma. Boêmio, anti-social, maneta, Orozco foi um dos grandes do muralismo mexicano, esses gigantes que eternizaram índios, peões, cactos e vulcões, mulheres e revoluções.

A Pequena Jerusalém


Quantas vezes nos sentimos presos em um mundo que não identificamos como nosso?
Sedentos de vida, de ar, de liberdade....
Quantas vezes nos vemos sendo aquilo que querem que sejamos,
cumprimos papéis que não escolhemos... quantas vezes?
Quantas vezes não conseguimos romper com as tradições? Com os laços e amarras de nossas origens?
Como permitir que aflore em nós aquilo que realmente somos? Aquilo que realmente revela a nossa alma? A nossa verdadeira identidade?
Como não se deixar diluir por um mundo hipócrita????

Clarear

"A pequena Jerusalém"(La petite Jérusalem), de Karin Albou, que de uma maneira inteligente consegue abordar os conflitos que surgem das disputas entre a filosofia, a razão e o amor. Destaque para a jovem atriz Fanny Valette.

Valei-me profetas! Minas Gerais!


Terá existido em outra parte além do meu arbitrário pensamento? Será tudo que está ligado à consciência, tocando de leve no real sem penetrá-lo está destinado ao fracasso e ao esquecimento? Será que este meu retorno à Minas não é apenas uma reconciliação com o intolorável? Eu quis colocar minha voz a serviço de Deus, isto é, a serviço do homem. Eu tinha um projeto. Nascido do sangue, asfixiei-me no sangue. As terras fartas de Três Pontas conservam meu rastro. Que restará na memória de meus amados, nos quais co-habitam minha ulma de criança e o caos dramático que me meti, dessa mistura de esquinas e perturbações poéticas? Fizeram de mim a voz de Minas, o cidadão do mundo. Depois... um atestado de óbito. Que restará na memória do meu povo? A violência dos termos, traição dos fiéis, imprevidência dos sábios e minha própria cegueira de adivinho? Não. restará a vitória, o meu salto mortal para dentro de uma nova vida. Deixo nas mãos das pessoas honestas e na ferocidade dos críticos minha própria cronologia e a geografia exata do meu coração um lugar vivo de todos os contrários. Este show é um inventário, baseado no meu imaginário pessoal, que transforma minha obra numa declarada reconciliação com a vida perturbadora e desigual. Não teno intensão cultural, estética ou didática. Ele foi concebido para meu benefício próprio, com intenção de louvar a Deus. e neste ato, agradecer aos meus amigos e a vocês, que sei, não deixaram que eu, prematuramente, me transformasse num pasto para os vermes. Milton Nascimento

Da janela



"Da janela, o mundo até parece o meu quintal

Viajar, no fundo, é ver que é igual

O drama que mora em cada um de nós

Descobrir no longe o que já estava em nossas mãos".

Trecho de Janela para o mundo (Window to the World) Milton Nascimento - Tambores de Minas

Pablo Neruda


Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.
Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha. O que mais?
Juntos fizemos uma curva na rota por onde o amor passou.
Fui teu, foste minha.
Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.
Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou....
Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.

Divagações...

Perdidas
escondidas
recolhidas
entregues

fervem
cantam
recolhem
colorem

correm pelo céu
colocam brasas pelo ar
não se conformam
não se intimidam

não sentem desespero
não acreditam na maldição
não acreditam que é paixão

Pede-se a Deus um pouco de silêncio
De conversa com o tempo
Fazendo da ilusão uma saudade
e do querer um louca vontade

Clarear

Pablo Picasso

"Se sabemos exatamente o que vamos fazer, para que fazê-lo?"

sexta-feira, 7 de março de 2008

Então olhe...

e sinta
e saiba
e nao tenha medo
e me chame
e fale
tudo ou
nada
seja livre
seja você
e apenas
deixe acontecer
deixe sua marca
deixe seu calor
e depois vá embora!

Amor?

Não me peça para eu não me apaixonar por você!
Isso não quer dizer que isso já tenha acontecido...
mas também não quer dizer que não possa vir a acontecer...
então não fale...
deixe acontecer...
ou reze para que não aconteça,
desde que você também não sinta
o quem tem medo de vir a sentir!!!

Vou-me embora agora pra bem longe...

Vou-me embora pra bem longe...
para onde só você pode me levar,
na viagem dos pensamentos
nas palavras que nada de soltas têm
e que na madrugada nos consomem
que em meio ao som
e a luz
e as cores
e aos cheiros
nos conduzem a uma nova
forma de querer
de querer ser livre
e não pensar
naquilo que nos faz acordar
e viver no caos do mundo real!!!!!

Clarear
Não é o que você está pensando
Não é somente a pele
o corpo
como você diz
são as palavras
a voz
o som
a viagem
as tantas possibilidades
as tantas maneiras de sentir
e não cobrar nada
nem de mim,
nem de você
nem da noite...
Tantas questões
e nenhuma verdade
tanto a dizer
e tanto por fazer
por viver
tanto para rir
para não chorar
um sentimento
que não sei explicar
mas que comporta tanto quanto
pode ainda chegar....

Clarear

Se você acha...

Se você acha que dessa vez eu vou sofrer por você... está muito enganado!
Desta vez você saberá que eu realmente te esqueci,
você saberá... porque não mais ouvirá minha voz a te procurar,
não mais saberá de mim,
não mais terá minha presença zelando por você,
te sentindo por perto mesmo estando tão distante,
esperando sua volta...
sua rápida aparição pelos meus caminhos,
você saberá que eu não mais poderei cobrir os seus buracos
não mais atenderei sua solidão
não mais ouvirei suas tolices
e nem mais me encantarei com seu silêncio e sua falsa amizade.

Clarear

Você sabia?

Você sabia da dor marcada na sola dos pés?

Você sabia da cor verde das luzes nas vitrines?

Você sabia das verdades que não foram ditas?

Você sabia?

Você sabia que aquela voz era a minha?

Você sabia que aquela noite eu sentia o que você queria esconder?

Você sabia que um jogo sujo esvazia todo o sentimento?

Você sabia que a dor na minha voz era sincera?

Você sabia que eu não mais iria te procurar?

Você sabia que depois daquele dia, eu não mais iria querer ouvir você?

Você sabia?

O seu hoje pode trazer no amanhã, um puro arrependimento

Já não háverá mais volta!

Clarear

Acabou

Acabou a amizade
Ou o sonho de um reencontro
Da oportunidade de conhecer novamente
Aquela mesma pessoa
Que um dia já fez parte da sua vida
De um retorno ao passado morto
Uma ilusão
Um descontentamento
Uma saudade
Uma vontade
Um mal entendido
Um jogo de sentidos sem nenhum sentido
Um silêncio vazio
Uma falsa intimidade
Uma voz que se calou
Uma música que não tocou
Um filme que não deu certo
Um cinema hipócrita
Um exercício de poder
E ninguém saiu vencedor
Porque uma amizade se perdeu
Sem nunca ter nascido

Clarear

quarta-feira, 5 de março de 2008

Neolithic Man

I’m in the silence that’s suddenly heard
After the passing of a car
I’m in the silence that’s suddenly heard
After the passing of a car
I’m in the silence that’s suddenly heard
After the passing of a car
Spaces grow wide about me
Spaces grow wide about me
If you look from your window at the morning star
You won’t see me
You’ll only see that you can’t see very far
God spoke to me
From inside the newstone one day
You’re my son
And my eyes swept the horizon
AwayQuem tem vovó, pelanca só
Quem tem vovó, pelanca
Quem tem vovó, pelanca só
Quem tem vovó, pelanca

Caetano

Mora? Caetano...

Ovindo Caetano: "Mora na filosofia... pra que rimar amor e dor? Se seu corpo ficasse marcado, por lábios ou mãos carinhosas".... "E eu fico embriagado de você...Eu fico embriagado de paixão....No meu corpo o sangue não corre, não, corre fogo e lava de vulcão...Eu fiz uma canção cantando todo o amor que eu sinto por você...Você ficava escutando impassível e eu cantando do teu lado a morrer...E ainda teve a cara de pau...De dizer naquele tom tão educado: oh! pero que letra más hermosa, que habla de un corazónapasionado." .... "Todo prazer provém do corpo. Como a alma em seu corpo... Sem vestes, como encadernação cristosa... Feita para iletrados..."

O que você vê?

Você vê o que mais ninguém vê
Você vê aquilo que teu coração sente
e aquilo que tua alma proclama
você vê o que no escuro se cala
você vê o que a luz não revela
você vê o que no peito sofre
você vê o que também se afasta
você vê o que está depois do muro
e também o que está além do medo e da dor
você vê o que não é segredo
mas que não se deixa revelar
você vê o que confunde e cala
o que não consente e o que ninguém entende
você vê o que está no horizonte e além dele também
porque você vê com olhos além humanos
você vê com sonhos e palavras
com poemas e sentimentos
com a alma e o desespero
o desespero daqueles que amam
e nao querem deixar de amar.

Clarear

terça-feira, 4 de março de 2008

Hoje

Hoje eu não vou perguntar de sentimento,
hoje eu não vou pensar que você vai tentar esquecer
hoje eu vou guardar seu beijo
vou lembrar teu cheiro
vou comer os meus lençois
hoje eu vou quebrar as regras
da ilusão e do pensamento
mas vou prezar a liberdade em meu seio
sem apagar a chama desta já saudade
saudade que implica em vontade
a mesma vontade de ser livre, ver e viver
de ouvir, ver e sentir você

Clarear

Macunaíma


Nada será como antes

Composição: Milton Nascimento/Ronaldo Bastos

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

sábado, 1 de março de 2008

Elvis Presley - Suspicious Minds

We're caught in a trapI can't walk out
Because I love you too much baby
Why can't you see
What you're doing to me
When you don't believe a word I say?
We can't go on together
With suspicious minds (suspicious minds)
And we can't build our dreams
On suspicious mindsSo if an old friend I
knowDrops by to say hello,
Would I still see suspicion in your eyes?
Here we go againAsking where
I've been
You can't see these tears are realI'm crying (yes i'm crying)
We can't go on together
With suspicious minds (suspicious minds)
And we can't build our dreams
On suspicious minds
Oh let our love survive
Or dry the tears from your eyes
Let's don't let a good thing die
When honey, you
knowI've never lied to you
Mmm yeah, yeah

Beleza


Quanta beleza que a gente descobre quando simplesmente deixa a vida acontecer e deixa o passado onde ele deve estar... como memória... como experiência... como vivido... e não como uma sombra a se manifestar no presente. Beleza nas pessoas que amamos, nas crianças, nos filhos, na fé, na força, nas palavras dos livros, na arte, na madrugada, nos sons, nas cores, na chuva, nas tardes de sol, nas plantas, na maturidade, nas descobertas, no novo, no óbvio, no encantamento, nos olhos, no aconchego do lar, no cheiro da comida feita em casa, no café, no corpo saído do banho, no bolinho de chuva, no jornal lido na manhã de sábado, na noite preguiçosa ao som de Elis e no livro de Guimarães Rosa.... Há beleza na leitura do burrinho pedrês, na tristeza do canto do menino, na boiada que estoura e que segue pelas paisagens das riquezas de Minas.... Minas de Drummond, Minas de João, Minas das Gerais... "do jeito mais natural, dois carinhos se procuram."


Clarear


História


O historiador March Bloch observou que cabia à história "compreender o passado a partir do presente e compreender o presente à luz do passado". Ainda na visão do historiador a história seria "a ciência dos homens no tempo que, sem cessar, têm necessidade de unir o estudo dos mortos ao estudo dos vivos".

Toada do amor

E o amor sempre nessa toada:
briga perdoa perdoa briga.
Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.
Mas, se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?
Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.

Drummond

Canção amiga

Poema de Drummond na voz de Milton... paz para os ouvidos... beleza rara.

"Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavra
se tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças".

Inspirados por Drummond e seu anjo torto...

Let's play that
(Torquato Neto)
quando eu nasci
um anjo louco muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito louco,
torto com asas de avião
eis que esse anjo me disse
apertando a minha mão
com um sorriso entre dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
vai bicho desafinar o coro dos contentes
let's play that

Até o fim
(Chico Buarque de Holanda)
Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim (...)

Sempre Drummond

"Sentimental...ponho-me a escrever teu nome com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas e debruçados na mesa todos contemplam esse romântico trabalho".

Drummond

"Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração".

O tempo

"Que é, pois, o tempo? Se ninguém me pergunta, eu o sei; se desejo explicar a quem o pergunta, não o sei", afirmou Santo Agostinho, um homem entre dois tempos.
"Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo claro e brevemente? [...] e que modo existem aqueles dois tempos – o passado e o futuro – se o passado já não existe e o futuro ainda não veio? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse para o pretérito, como poderíamos afirmar que ele existe, se a causa da sua existência é a mesma pela qual deixará de existir?"

"Se ninguém me perguntar eu sei, porém, se quiser explicar a quem me perguntar, já não sei".

Che

"O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor."


Instrução Integral


“A primeira questão que hoje temos de considerar é esta: a emancipação das massas operárias poderá ser completa enquanto receberam instrução inferior à dos burgueses ou enquanto houver, de um modo geral, uma classe qualquer, numerosa ou não, mas que por nascença tenha os privilégios de uma educação superior e mais completa? Colocar esta questão não é começar a resolvê-la?” Bakunin

Educação Libertária


“A ignorância é para o espírito o que a cegueira é para o corpo; mantém-nos nas trevas e priva-nos das faculdades de ação”. Madame Rolande.