segunda-feira, 25 de outubro de 2010

aquele que se foi. aquela que sorri. aquele que ainda está aqui, mesmo não mais estando. aquele que foi esquecido. aquela que caminha. aquele que chora. aquela que abraça. aquele que está perdido. aquele que se cala. aquela voz. aquele gesto. aquela mão. aquelas palavras. aquele adeus. aquele cheiro. aquele escuro. aquele quarto. aquela cumplicidade. aquela denúncia de paixão. estava no rosto, nas suas expressões. alguém percebeu o brilho dos seus olhos? alguém buscou a graça do seu caminhar? alguém te tirou da linha da comodidade... exige de você uma ação... uma reação... deseje... sonhe esta noite... imagine tudo... percorra o caminho... sinta... não diga nada... use e abuse do silêncio... é no silêncio que mais conseguimos ouvir o que precisa ser escutado...
não diga nada sobre isso, também não me pergunte... não tenho respostas... não tenho certezas... tenho o agora... e nele minha coragem, nele despejo os meus desejos...
(...)
Poder brincar de amar
Sem pensar no amanhã
Sem nenhuma vergonha
Numa cara de pau
Aproveitar um samba
Numa tarde vazia
Ter um siricotico
Ter uma aventura
(...)
Vanessa da Mata

Renoir


Me veio em uma tarde de segunda-feira. Um desejo... eu não exitei. Embora não soubesse o que eu diria a mim mesma sobre isso. Eu caminhava pra uma aula quase esquecida. A falta de tempo me fez esquecer de muitas coisas... mas me fez lembrar você!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


A eleição não é para Madre Superiora

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/10/dilma-desmascare-o-serra-o-serra-nao-tem-escrupulos/



Betinho, São Francisco de Assis. Menos quando falava do Serra

Mais uma do Paulo Henrique Amorin

Conversa com bom amigo que esteve na festa dos artistas para a Dilma, no Teatro Casagrande, no Rio.

- Como é que foi ?

- Emocionante !

- Qual a melhor frase da noite ?

- A do Chico ganha disparado: os tucanos falam fininho com Washington e grosso com a Bolívia.

- É verdade.

- É o melhor resumo da “política externa” do Fernando Henrique e seu filhote.

- E pega a Miriam Leitão, também, que queria invadir a Bolívia, te lembra ? Depois, a Venezuela ! Ela também fala grosso !

- Sim, claro !

- E o Boff ?

- Também foi uma bela frase: a esperança venceu o medo e a verdade vencerá a mentira !

- Isso dá um bom slogan para o João Santana.

- Claro, disse o bom amigo ! Isso ganha uma eleição.

- Você está confiante ?, pergunto.

- A boca do jacaré já abriu, companheiro.

- É, mas para mim, a melhor frase é a do Fernando Morais …

- Sim ! Belíssima ! Na testa do Serra ! Voto na Dilma porque conheço o Serra há trinta anos e sei do mal que ele pode fazer a este país !

- Um tiro no peito, não ?

- Se o Fernando encontrar com o Serra numa noite escura, o Serra crava o dente no pescoço do Fernando.

- E a história da bolinha de papel ?, pergunto.

- O Serra é um incompetente. O Lacerda pelo menos deu um tiro de 45 no pé …

- É … no atentado do major Vaz…

- Mas, bolinha de papel …

- Que “papel” triste do Serra, nesse fim de carreira, não ?, pergunto.

- Eu nunca vi um político que não tivesse pelo menos um amigo. Só o Serra.

- Mas e o Fernando Henrique, o Aécio ?

- Eles se odeiam.

- Se odeiam ?

- Os três se odeiam entre si …

- Impressionante.

- É, o Serra não tem um amigo.

- Não tem um único, solitário amigo !

- Ouvi dizer que lá em Minas todo mundo sabia que o Aécio sabia que o Itagiba mandou uns sicários para vasculhar a vida pessoal do Aécio.

- E daí nasceu o livro do Amaury …

- Todo mundo sabe disso, sentenciou o meu amigo.

- Mas, você tem razão: que fim de carreira melancólico, solitário, esse do Serra …

- Você quer saber de uma coisa ? , disse o meu amigo. Lembra do Betinho, aquele santo homem, o da batalha contra a fome …

- Sim, o irmão do Henfil …

- Exato. O Betinho era um santo, não é isso ?

- Um São Francisco de Assis …

- Você sabe que o Betinho foi da AP, a Ação Popular …

- A mesma AP do Serra.

- Pois, vou te contar uma coisa que uma amiga íntima do Betinho contou. O Betinho era incapaz de falar mal de alguém. Incapaz ! Mas, toda vez que alguém falava o nome do Serra perto dele, o Betinho perdia a cabeça e bradava: esse é um f … da p … !

Pano rápido


Paulo Henrique Amorim

Do blog de Paulo Henrique Amorim

Carta, Leandro: irmã contratou Amaury para proteger Aécio de Serra
Publicado em 22/10/2010 Compartilhe
Irmão e irmã adoram o #Serrojas

A revista Carta Capital que chega hoje às bancas publica reportagem de Leandro Fortes que reafirma: Amaury Ribeiro Jr. escreveu o livro “Os porões da privataria” para proteger Aécio Neves de #Serrojas.

Leandro conversou várias vezes com Amaury.

Conversou com policiais federais.

E conversou com jornalistas mineiros.

Leandro conta que quem está no centro do livro do Amaury é o jornalista Josemar Gimenez, diretor de redação do jornal O Estado de Minas e do Correio Braziliense.

Leandro trata das relações incestuosas de Aécio Neves com o Estado de Minas.

E mais: que a irmã de Aécio, Andréa Neves, foi quem tratou com Gimenez a elaboração do livro do Amaury.

Isso tudo passou a se chamar de “Operação Caribe”.

Por falar em Caribe, leia aqui o prefácio do livro, que o Amaury autorizou o Conversa Afiada a publicar.

Ou seja, Serra e Aécio estão unidos por uma bolinha de papel e por um rolo de fita adesiva.

Isso dá traumatismo craniano.

É melhor ir fazer uma tomografia computadorizada.


Paulo Henrique Amorim


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Desenho de Frida Kahlo

Desenho do Diário de Frida

se vocês soubessem como esta noite está diferente. são três horas da madrugada, estou com uma de minhas insônias. tomei uma xícara de café, já que não ia dormir mesmo. botei açúcar demais, e o café ficou horrível. (...) está escuro. tão escuro. penso em pessoas de quem eu gosto: estão todas dormindo ou se divertindo. é possível que algumas estejam tomando uísque. meu café se transforma em mais adocicado ainda, em mais impossível ainda. e a escuridão se torna tão maior. estou caindo numa tristeza sem dor. não é mau. faz parte. amanhã provavelmente terei alguma alegria, também sem grandes êxtases, só alegria, e isso também não é mau. é, mas não estou gostando muito deste pacto com a mediocridade de viver. (clarice lispector)
tantos querem a projeção. sem saber como esta limita a vida. minha pequena projeção fere o meu pudor. inclusive o que eu queria dizer já não posso mais. o anonimato é suave como um sonho. eu estou precisando desse sonho. aliás eu não queria mais escrever. escrevo agora porque estou precisando de dinheiro. eu queria ficar calada. há coisas que nunca escrevi, e morrerei sem tê-las escrito. essas por dinheiro nenhum. há um grande silêncio dentro de mim. e esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras. e do silêncio tem vindo o que é mais precioso que tudo: o próprio silêncio. (clarice lispector)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O fato grosseria na campanha de Serra

O fator grosseria na campanha de Serra
Enviado por luisnassif, qua, 29/09/2010 - 10:05

É necessário conhecer um pouco os efeitos dessa grosseria de Serra com os prefeitos do PSDB, para entender a razão da votação esperada de Geraldo Alckmin ser tão superior a dele no estado de São Paulo. Ou entender a razão da debandada dos prefeitos do PMDB, depois que Orestes Quércia abandonou a campanha ao Senado por problemas de saúde.

Desde o dia em que botou os pés no Palácio Bandeirantes, na condições de governador, Serra assumiu a postura de um Imperador. Conhecidos de muitos anos se espantavam com o deslumbramento de um quase septuagenário. Parecia que Serra se vingava de anos e anos em que ficou em segundo plano, seja como Secretário de Montoro ou Ministro de FHC, seja como filho de uma família de classe média do Braz.

A educação nunca foi seu forte. Em geral, atribuía-se sua grosseria a uma suposta timidez, embora a maioria dos tímidos seja recatada.

No poder, extrapolou.

Conseguiu criar no próprio PSDB resistências até mais fortes do que o anti-petismo do PSDB paulista. E explica em grande parte sua derrota clamorosa em São Paulo. O próprio afastamento do campeão d votos do partido, Gabriel Chalita, se deu depois dele esperar por cinco horas ser recebido por Serra.

Como se recorda, o Serra planejava sair de São Paulo com 5 milhões de votos de vantagem. O PT, mais otimista, esperava perder por apenas 2 milhões. Provavelmente Dilma terá 5 milhões a mais que Serra justamente no estado em que os tucanos sempre foram mais fortes.

Na raiz de tudo, uma antipatia generalizada dos prefeitos tucanos em relação a Serra.

Em Marília, reduto tucano, o prefeito Mário Bulgarelli jurou publicamente jamais apoiar Serra, embora preste todo apoio a Alckmin.

Sua bronca decorre de uma sucessão infindável de grosserias de Serra, contra ele e contra terceiros. A começar do fato de jamais ter sido recebido no Palácio Bandeirantes, nem por Serra nem por Aloizio Nunes.

Foi a menor das grosserias.

Recorda-se de um evento das Fatecs no Palácio Bandeirantes. Houve um concurso para o desenvolvimento de inovações. Marília venceu em primeiro, com um tipo de quitute; Bauru ficou em segundo. Somados, dois colégios eleitorais com 750 mil pessoas.

A premiação foi no Palácio Bandeirantes. Prefeitos, deputados, diretores de Fatec, alunos reunidos, mais Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab. Serra entra, não cumprimenta ninguém, recusa o quitute que foi-lhe oferecido por uma mocinha simpática, sem lhe dar satisfação, sequer agradecer a gentileza.

A diretora do Paula Santos fez um discurso e em determinado momento mencionou uma estatística qualquer. Falou em 500. Serra começou seu discurso sem saudar nenhum dos presentes e dando uma bronca nela. Não eram 500, mas 496 e não se devia exagerar nos dados. A senhora, de branca ficou rubra, causando constrangimento geral nos presentes.

Segundo o prefeito, vendo sua indignação Alckmin lhe fez um sinal conformado tipo "não ligue". Kassab estava constrangido, sussurrando frases tipo "o que fazer". Todos envergonhados com a grosseria pública de Serra.

Noutra feita, Serra veio a Marília. A cidade tem uma estrada de contorno necessitando de recapeamento. Antes do início da solenidade, um assessor de Serra informou o prefeito que o recapeamento estaria sendo providenciado. O prefeito subiu ao palanque, falou antes do governador, e agradeceu a promessa do recapeamento.

Serra tomou a palavra e chamou o prefeito de mentiroso na frente de todo mundo. Disse que jamais tinha prometido nada.

O deputado estadual da região, político de 240 mil votos, também não quer ver Serra nem pintado.

É uma bronca tão grande que, quando fala de Serra, o prefeito – sujeito calmo e afável – avermelha e despeja toda sorte de adjetivos: "Presunçoso, mal educado, grosseiro, egocêntrico, arrogante...".


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-fator-grosseria-na-campanha-de-serra