sábado, 28 de dezembro de 2013


calor
desejo
um olhar na madrugada
transparência
sentido
ou perda dele
o trágico
o humano
e mais uma vez o desejo...
e somente ele...

domingo, 22 de dezembro de 2013

braços estendidos
meia luz
penso
ou melhor
desejo...
você está em todos os meus desejos
você não seria sútil
não seria gentil
seu desejo seria mais forte
e me calaria até o amanhecer....
há entrelinhas demais entre o meu desejo e o seu??
que impressão eu tenho...
as coisas vão e vem...
já esperava um momento como esse...
se você é um ser sonhador como eu
também está pensando em mim e não consegue evitar....
Isso é que o se chama de silêncio embaraçoso??  


quando a gente sabe que encontrou alguém realmente muito especial....

não detesta isso??

silêncio embaraçoso

falarmos um monte de besteiras

ai pode realmente se calar por um minuto e repartir o silêncio...
Domingo... É noite... você está só....
as pessoas passam pelos corredores
você ouve até algumas vozes
mas não a que você queria ouvir
a garrafa está vazia e o telefone toca
há pessoas e amizades verdadeiras
há outras que vem e que vão...
e há sempre uma boa piada...  
se quer mesmo fazer... faça isso agora! 
nem queira saber....
deixa ver se adivinho...
se importa se eu provar o seu?

a cena vista através da taça de vinho
vinho branco
filme bom...

sábado, 21 de dezembro de 2013

El Secreto de Sus Ojos




A poesia me pega com sua roda dentada,
me força a escutar imóvel
o seu discurso esdrúxulo.
Me abraça detrás do muro, levanta
a saia pra eu ver, amorosa e doida. (...)

Adélia Prado

Bob Dylan
uma música na madrugada
imagens nas paredes
palavras...
olhares que tentam dizer algo...
fecho os olhos
eu não sei...

domingo, 8 de dezembro de 2013

pequenos gestos
e palavras
seu olhar...
muito confuso isso
procuro desviar o olhar
mas não sei aonde isso vai nos levar
por onde eu caminho
você me percebe...

Florbela

“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!” (trecho de carta a Guido Battelli) Esse texto é da Florbela Espanca, poetisa portuguesa que nasceu, casou e morreu num 8 de dezembro.