quinta-feira, 30 de junho de 2011

Gabriel Garcia Marquez

"Quando se deseja realmente dizer alguma coisa, as palavras são inúteis. Remexo o cérebro e elas vêm, não raras, mas toneladas. Deixam sempre um gosto de poeira na boca - a poeira do que se tentava expressar, e elas dissolveram. Quanto mais palavras ocorrem para vestir uma idéia, mais essa idéia resiste a ser identificada. As sucessivas roupas sufocam a sua nudez. E todas as palavras são uma grande bolha de sabão, às vezes brilhante, mas circundando o vazio."
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 29 de junho de 2011

sabe.... isso, é sempre gostoso!!!
se eu pudesse agora ... estaria nos seus braços, sem pensar em mais nada, sem pensar no antes ou no depois desse momento... ele por si só, bastaria!
As palavras saem quase sem querer, Rezam por nós dois. Tome conta do que vai dizer. Elas estão dentro dos meus olhos/ Da minha boca, dos meus ombros/ Se quiser ouvir/ É fácil perceber (...)

Vanessa da Mata
anoitece... silêncio, luzes... frio.... e você ao mesmo tempo tão perto e tão longe....
é só ver seu nome ali que tudo desaba... que coisa é essa??!!! que sentimento é esse???!!! algo que você quer esquecer mas não consegue... algo que você chega a achar que esqueceu até algo te lembrar... um rosto, um nome, uma presença...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Michelangelo Antonioni

(...) “O Eclipse” é talvez o mais fabuloso filme da história do cinema sobre a ausência do amor, ou sobre a incapacidade de viver o amor enquanto sentimento mobilizador e catalisador de felicidade entre seres humanos. Como acontecerá na obra posterior de Antonioni (“Deserto Vermelho”) é a personagem feminina, protagonizada pela fascinante Monica Vitti, quem encarna a personificação da tragédia do vazio e da incomunicabilidade do ser humano com as concepções existenciais do mundo novo-burguês. Em “O Eclipse”, também é Vitti quem interpreta a jovem de origem humilde, com uma mãe viciada no jogo primordial do capitalismo popular, a Bolsa, que rompe uma relação de amor de vários anos com um homem financeiramente bem sucedido. As causas da separação, que surgem sugeridas nessa opacidade sempre constante no modo como Antonioni vislumbra as relações entre as suas personagens, são o vazio, o tédio, e poder-se-iam resumir numa frase enunciadora do estado de eclipse do sentimento, na afirmação da própria negação, como o é esse lapidar exercício de termo que consiste no “gostaria de te amar ou amar-te mais”.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

é estranho... melhor nem tentar entender... há coisas que precisam ser esquecidas, deixadas no vazio...

domingo, 26 de junho de 2011

Insônia brava!!!

Goya

O Que Foi Feito De Vera

Alertem todos alarmas/ Que o homem que eu era voltou/ A tribo toda reunida / Ração dividida ao sol / De nossa Vera Cruz/ Quando o descanso era luta pelo pão E aventura sem par/ Quando o cansaço era rio/ E rio qualquer dava pé E a cabeça rodava / Num gira-girar de amor/ E até mesmo a fé Não era cega nem nada/ Era só nuvem no céu e raiz/ Hoje essa vida só cabe Na palma da minha paixão/ De Vera nunca se acabe/ Abelha fazendo o seu mel No canto que criei/ Nem vá dormir como pedra/ E esquecer o que foi feito de nós.

Composição: Milton Nascimento/Fernando Brant
e as mudanças continuam a acontecer... são muitas... na forma de pensar, de ver... de sentir....

sexta-feira, 24 de junho de 2011

01:37. o sono não vem. a madrugada avança. vou ler um livro. tentar deixar o sono vir...
(Ernest Hemingway - Carey Stoll, "Meia Noite em Paris")
Mais um detalhe sobre o filme "Meia Noite em Paris": Não tem como não saborear cada linha de diálogo entre Gil (Owen Wilsone) e um Ernest Hemingway (Carey Stoll) galanteador, bêbado, pessimista e extremamente charmoso!!!

Meia noite em Paris

Fui assistir ao filme "Meia Noite em Paris". Não sou fã de todos os filmes de Woody Allen, alguns gosto mais que outros, mas esse, com certeza me surpreendeu. Primeiro que nem se percebe o tempo passar... o cenário, os personagens, os artistas e escritores que você vai descobrindo ao longo do filme... as falas e reflexões sobre o tempo, o passado, nostalgia... que noção temos de nós mesmos? Da nossa própria época? O que nos atrai no passado? Quem são aqueles que nos inspiram, que dizem um pouco do que somos e a quem queríamos encontrar se pudéssemos fazer uma viagem como aquela? A Paris dos anos 20... a chuva, os museus, as ruas, a música, os cafés... já estive em Paris, e me deu uma imensa vontade de voltar... e esperar o carro passar a meia noite... quem sabe??!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

andanças

arrumar a bagunça da casa... tentar me acostumar com uma gata, (nunca gostei de gatos, mas estou tentando... vale a experiência... vamos ver até quando eu aguento.... ), começar um novo livro (uma biografia), ir ao cinema ver um filme de Woody Allen (mas não em cinema de shopping, não gosto....), ir pro sítio, procurar pássaros nas árvores, caminhar, respirar... deitar na rede... prosear... pensar na vida... não pensar... é junho então é uma boa preparar pinhão, pipoca, milho, acender uma fogueira, esperar anoitecer... ver o sorriso das crianças, curtir um novo bebê que chegou na família, achar graça de tudo que ele faz, até quando está quietinho dormindo... pensar no futuro, dar alguns passos em direção á ele... mais alguns... sem pressa porque tudo seu tempo debaixo do céu... curtir o frio, a noite, os livros e as estrelas... viver um dia de cada vez.

terça-feira, 14 de junho de 2011

eu não quero nem saber... nem venha me falar, eu não quero ouvir... mundos que não se encontram, perda de tempo... não há nada que eu possa sentir, isso não me move, não me leva até você, não dá. é simples assim.

domingo, 12 de junho de 2011

E fico sempre mais forte, mesmo sentindo saudade.

Caio Fernando Abreu

sábado, 4 de junho de 2011

"Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?"
Marcelo Camelo

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo/ Com sabor de fruta mordida / Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva (...)
Cazuza

Amor é um livro/ Sexo é esporte/ Sexo é escolha/Amor é sorte... Amor é pensamento/Teorema /Amor é novela/ Sexo é cinema... Sexo é imaginação/ Fantasia/ Amor é prosa/ Sexo é poesia.../ O amor nos torna Patéticos /Sexo é uma selva /De epiléticos.../Amor é cristão /Sexo é pagão /Amor é latifúndio /Sexo é invasão /Amor é divino Sexo é animal /Amor é bossa nova/ Sexo é carnaval/ Amor é para sempre /Sexo também /Sexo é do bom /Amor é do bem.../Amor sem sexo/ É amizade /Sexo sem amor/ É vontade.../ Amor é um/ Sexo é dois/ Sexo antes/ Amor depois.../ Sexo vem dos outros/ E vai embora/ Amor vem de nós/ E demora.../ Amor é cristão/ Sexo é pagão/ Amor é latifúndio/ Sexo é invasão/ Amor é divino/ Sexo é animal/ Amor é bossa nova/ Sexo é carnaval/ Amor é isso/ Sexo é aquilo/ E coisa e tal!/ E tal e coisa!/ Ai o amor!/ Hum! O sexo!

Rita Lee

Frida

''Ele leva uma vida plena, sem o vazio da minha. Não tenho nada porque não o tenho.''
Frida Kahlo

Diego

Octavio Paz

DISPARO

Salta la palabra
adelante del pensamiento
adelante del sonido
la palabra salta como un caballo
adelante del viento
como un novillo de azufre
adelante de la noche
se pierde por las calles de mi cráneo
en todas partes las huellas de la fiera
en la cara del árbol el tatuaje escarlata
en la frente del torreón el tatuaje de hielo
en el sexo de la iglesia el tatuaje eléctrico
sus uñas en tu cuello
sus patas en tu vientre
la señal violeta
el tornasol que gira hasta el blanco
hasta el grito hasta el basta
el girasol que gira como un ay desollado
la firma del sin nombre a lo largo de tu piel
en todas partes el grito que ciega
la oleada negra que cubre el pensamiento
la campana furiosa que tañe en mi frente
la campana de sangre en mi pecho
la imagen que ríe en lo alto de la torre
la palabra que revienta las palabras
la imagen que incendia todos los puentes
la desaparecida en mitad del abrazo
la vagabunda que asesina a los niños
la idiota la mentirosa la incestuosa
la corza perseguida
la mendiga profética
la muchacha que en mitad de la vida
me despierta y me dice acuérdate

Octavio Paz