quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

não quero entender nada disso
não me importo mais
não dói
nem sinto saudade
não sinto amor nem dor
já não sinto nada....

Tudo que você podia ser




(...)Sei um segredo

Você tem medo

(...)




Não se lembra mais de mim

Você não quis deixar que eu falasse de tudo

Tudo que você podia ser

Na estrada




Ah! Sol e chuva

Na sua estrada

Mas não importa, não faz mal

Você ainda pensa e é melhor do que nada

Tudo que você consegue ser

Ou nada (...)




Milton Nascimento

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

você é como uma droga
um vício...
que tento esquecer
deixar pra trás
mas quando você aparece e chega perto demais
tudo é tão difícil...
e já não entendo nada
esqueço tudo
é só me tocar...
e já me perdi em tudo que lutei pra esquecer...

Skap

(...)

você me faz parecer menos só

menos sozinho(...)

quando você dança lança flecha estilingue

quando você olha molha meu olho que não crê

quando você pousa mariposa morna lisa

o sangue encharca a camisa

quando você diz o que ninguém diz

quando você quer o que ninguém quis

quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz

quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis

quando você faz a minha carne triste quase feliz

Zeca Baleiro
vou te dar um recado
vou te deixar um recado
esse recado é mesmo pra você
...
isso tudo sempre foi por você
e pra você
porque se você estivesse aqui
nada disso existiria
só existiria
você! 


Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

(...)

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar
(....)

Caetano Veloso
Compositor: Fernando Mendes / José Wilson / Lucas


música bandida, de um momento distante... que me lembra de coisas que quero esquecer...

Fale com ela

Outra cena marcante... linda... do filme Fale com ela, música de Caetano Veloso,
mais uma vez, na piscina... como em A Liberdade É Azul....
não sei explicar
mas é lindo de ver e ouvir...


Elizabeth: the golden age

Este filme fez parte de muitas madrugadas... faz um tempo que não o vejo
mas a forma como a Rainha Elizabeth enfrenta suas paixões, suas escolhas, sua solidão
deixaram alguma coisa perdida aqui... o bastante para lembrar... e  relembrar...

Antes do por do sol

ah...esse filme... como gosto dele... dessas conversas.. desses olhares, encontros e desencontros...
a voz da Julie Delpy...
"você foi coisa de apenas uma noite?"
não....
"uma noite com você, Jesse, vale mais do que milhares com qualquer outro..."




A Liberdade é azul

A segunda cena... do segundo filme... é a cena da piscina, em A Liberdade é Azul... não sei explicar ao certo... o que essa cena marca em mim... mas é um momento único... de uma solidão necessária... acompanhada de si mesma... um resgate de algo que não sei bem de que...  

Quase famosos

Vou colocar aqui algumas cenas de filmes que gosto muito e que acabo vendo muitas e muitas vezes,
adoro a trilha sonora deste filme, acho que ele me leva a um passado que não vivi, ou que vivi, mas de uma outra maneira... uma maneira especial... que ficou aqui... dentro de mim... e que renasce nas madrugadas... vou começar por Quase Famosos...

"qual é o seu nome?"




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

no fundo tudo isso sempre foi sobre você
sempre foi para você
sempre foi você...

sábado, 21 de novembro de 2015

Drummond, Brecht, Neruda, García Lorca, Octávio Paz, Pessoa...
Poesia na madrugada...

Elefante



Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.

Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.

Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê em bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.

Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.

É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se arrisque a desabar
ao mais leve empurrão.
Mostra com elegância
sua mínima vida,
e não há cidade
alma que se disponha
a recolher em si
desse corpo sensível
a fugitiva imagem,
o passo desastrado
mas faminto e tocante.

Mas faminto de seres
e situações patéticas,
de encontros ao luar
no mais profundo oceano,
sob a raiz das árvores
ou no seio das conchas,
de luzes que não cegam
e brilham através
dos troncos mais espessos.
Esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.

E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual mito desmontado.
Amanhã recomeço.


Carlos Drummond de Andrade
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice
Dessa eterna falta do que falar...

Cazuza

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Charles Bukowski, sobre tempo livre...


TEMPO LIVRE:

“É muito importante e temos que parar por completo, não fazer nada por longos períodos para não perdê-los inteiramente. Ficar na cama olhando o teto. Quem faz isso nesta sociedade moderna? Pouquíssimas pessoas. Por isso é que a maioria está louca, frustrada, enojada e com ódio. Antes de me casar, ou de conhecer muitas mulheres, eu baixava as cortinas e me punha na cama por três ou quatro dias. Levantava só para ir ao banheiro e comer uma lata de feijão. Depôs me vestia e saía à rua. O sol brilhava e os sons eram maravilhosos. Me sentia poderoso como uma bateria recarregada.”

Buk entrevistado por Sean Penn

Charles Bukowski, sobre solidão

SOLIDÃO:

”Nunca me senti só. Durante um tempo fiquei numa casa, deprimido, com vontade de me suicidar, mas nunca pensei que uma pessoa podia entrar na casa e curar-me. Nem várias pessoas. A solidão não é coisa que me incomoda porque sempre tive esse terrível desejo de estar só. Sinto solidão quando estou numa festa ou num estádio cheio de gente. Cito uma frase de Ibsen: ‘Os homens mais fortes são os mais solitários’. Viu como pensa a maioria: ‘Pessoal, é noite de sexta, o que vamos fazer? Ficar aqui sentados?’. Eu respondo sim porque não tem nada lá fora. É estupidez. Gente estúpida misturada com gente estúpida. Que se estupidifiquem eles, entre eles. Nunca tive a ansiedade de cair na noite. Me escondia nos bares porque não queria me ocultar em fábricas. Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.”

Buk entrevistado por Sean Penn
ah mas as coisas estão ficando confusas demais
já não entendo nada
vou ficar de canto, só observando
a folha cair
o vento soprar...
as verdades se firmarem
a noite cair
é madrugada
e eu agora perdi o sono de vez....
eita...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

na noite solitária...
você está ouvindo meu coração bater...

melhor nem dizer
as vezes é só o começo
algo simples....


(...)


É apenas o começo. Só depois dói,
e se lhe dá nome.
Às vezes chamam-lhe paixão. Que pode
acontecer da maneira mais simples:
umas gotas de chuva no cabelo.
Aproximas a mão, os dedos
desatam a arder inesperadamente,
recuas de medo. Aqueles cabelos,
as suas gotas de água são o começo,
apenas o começo. Antes
do fim terás de pegar no fogo
e fazeres do inverno
a mais ardente das estações.

Eugénio de Andrade

bob dylan The Girl From The Red River Shore

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Hey You - Pink Floyd



Hey you,

Out there in the cold,

Getting lonely, getting old,

Can you feel me?



Hey you,

Standing in the aisle,

With itchy feet and fading smile,

Can you feel me?



Hey you,

Don't help them to bury the light.

Don't give in, without a fight.



Hey you,

Out there on your own,

Sitting naked by the phone,

Would you touch me?



Hey you,

With your ear against the wall,

Waiting for someone to call out,

Would you touch me?



Hey you,

Would you help me to carry the stone?

Open your heart, I'm coming home.



But it was only, fantasy.

The wall was too high, as you can see.

No matter how hard he tried, he could not break free.

And the worms ate into his brain.



Hey you,

Out there on the road,

Always doing what you're told,

Can you help me?



Hey you,

Out there beyond the wall,

Breaking bottles in the hall,

Can you help me?



Hey you,

Don't tell me there's no hope at all.

Together we stand, divided we fall

sábado, 14 de novembro de 2015

eu fiquei pensando que não consigo olhar nos seus olhos
olhar mesmo, sabe?
encarar, ficar de frente
não consigo...
trato de ocultar
de dizer
de sentir...

It's a Long Way - Caetano Veloso

juro que não queria que você estivesse ali
nos meus pensamentos e sentimentos mais escondidos
mais velados
até eu me assusto com isso
pode crer...



Você disse que não sabe se não

Mas também não tem certeza que sim

Quer saber?

(...)

Djavan
me desculpe...
desculpas veladas
escondidas
só você vai entender
espero...
não pude evitar
quando dei por mim
já tinha dito
o que ardia em mim
sem ver dia nem hora
nem lugar
e disse
mas pode esquecer tudo
se assim você quiser
que até a próxima vez que eu sair de mim
eu me esqueço também... 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

não saber o que fazer.... não saber aonde ir... mas saber o que evitar...

Lenine Labiata

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Quase um segundo

Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver

Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pelos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz

Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Cazuza
//você aparece na madrugada
e destrói todas as minhas defesas//

eu queria te dizer...
ou melhor... não queria precisar dizer!
é isso!
e só! 

terça-feira, 10 de novembro de 2015


o olhar e o silêncio...
o sorriso
o café
e as conversas
o trem
a livraria
a dança
as mãos...

Before Sunset.2004. Beautiful Song

Janis Joplin - Ball & Chain - Monterey Pop

o que eu queria te dizer
te disse com meias palavras
com olhares perdidos
com músicas antigas
disse em pensamento
em sensações
em versos escondidos...
como este... 

sábado, 7 de novembro de 2015

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar (...)

De janeiro a janeiro
Nando Reis 

Viviam Maier


Vivian Maier

Assisti ao filme A Fotografia oculta de Vivian Maier, que um amigo já me havia recomendado. Uma personagem misteriosa e muito interessante. Uma babá fotógrafa ou uma fotógrafa babá? A pessoa por trás da pessoa... John Maloof garimpava material iconográfico para a elaboração de um livro e acabou encontrando negativos esparsos num caixote que mostravam cenas urbanas dos anos 1960. Até então Vivian Maier não existia... simplesmente ninguém conhecia seu belo trabalho de fotógrafa... todos no filme, que dão testemunhos por tê-la conhecido, ficam impressionados com o achado de Maloof, não me parecem pessoas tão interessantes quando Vivian... não estavam preparados para ver aquela mulher para além do ofício de babá... Parece que jamais mostrou o seu trabalho para quem quer que fosse, seu trabalho de fotógrafa era silencioso.... e somente as crianças de quem cuidava a viam tirar as fotos. O filme revela que ela também gravava entrevistas com pessoas que encontrava nas ruas, nos mercados... e em uma dessas entrevistas ela fala da mulher, que a mulher deveria ter uma opinião formada sobre tudo, sobre o país, sobre a política... pessoa muito interessante, um enigma, uma vida que se revela em forma de fotografia, era a sua forma de resistir, de ser...

A Fotografia Oculta de Vivian Maier – Legendado

Apenas mais uma de amor



Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim, ficar
Subentendido

Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Lulu Santos

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Este seu olhar

Este seu olhar quando encontra o meu
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar
Doce é sonhar, é pensar que você
Gosta de mim como eu de você

Mas a ilusão quando se desfaz
Dói no coração de quem sonhou
Sonhou demais, ah! se eu pudesse entender
O que dizem os seus olhos...

Tom Jobim

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem

Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa (...)

Lenine

sábado, 31 de outubro de 2015

(...) O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai (...)

Chico Buarque

Chico Buarque - O Meu Amor / Teresinha (DVD "Na Carreira")

Embrace of the Serpent

domingo, 25 de outubro de 2015

"Eu já não sei se eu to misturando
Ah, eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu qualquer bandeira..."
Cazuza
eu gosto da madrugada
do silêncio
do meu quase silêncio...
da sua quase presença estranha...
do seu livro na estante
do jazz...

terça-feira, 13 de outubro de 2015

solidão ainda é solidão quando se está bem acompanhado de si mesmo?
nós somos inteligentes o bastante?
privacidade
silêncio
flores partidas
quadros pendurados
cheiro de incenso
café
beijos
inutilidades
que seja então o seu silêncio
ou a sua voz
ou o seu toque
suas reticências
e seu sorriso
e o meu desejo...

"A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos que mudar nossa cultura".
Chimamanda Adichie

http://feminismoaesquerda.com.br/wp-content/uploads/2015/03/247288220-Adichie-Sejamos-Todos-Feministas.pdf

Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história TED Legendado PT-BR

domingo, 9 de agosto de 2015

... e é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi...
(Legião Urbana)
ausência
não mais de mim em mim
eu passeio por suas palavras
eu me deixo levar por seu sorriso
por seu abrigo

quinta-feira, 11 de junho de 2015

escrever
tem sido complicado
escuro
confuso
você está por traz das palavras
e do que me inspira na madrugada... 

terça-feira, 9 de junho de 2015

the final cut
Pensei em tudo que é possível falar, que sirva apenas para nós dois, sinais de bem, desejos vitais, pequenos fragmentos de luz. Falar da cor dos temporais, do céu azul, das flores de abril, pensar além do bem e do mal, lembrar das coisas que ninguém viu. O mundo lá sempre a rodar e em cima dele tudo vale... Lo Borges
o pouco que é muito mas ainda é pouco porque eu quero mais...

terça-feira, 26 de maio de 2015

Eu te devoro

teus sinais me confundem da cabeça aos pés
mas por dentro eu te devoro
teu olhar
não me diz exato quem tu és
mesmo assim eu te devoro
te devoraria a qualquer preço
porque te ignoro ou te conheço
quando chove ou quando faz frio...

eu quero mesmo é viver pra esperar, esperar
Devorar você!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

reticências...

me diga qual o significado das reticências? possuem poderes ilimitados dizem mas não dizem nada ... ou seja, há mais a se dizer depois das reticências... mas não são ditas... as palavras não saem... ... me diga

...

não sei o que estou fazendo ou pensando ou deixando de fazer não sei

quinta-feira, 21 de maio de 2015

isso tudo está sendo bastante perturbador
mais do que consigo admitir...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

são cenas desconexas
pensamentos soltos
mas você viu tudo ontem a noite
ou nada
me esqueci
ou fingi não entender
qualquer coisa
além disso não sei o que escrevo na madrugada
gosto da sua voz
então, o que eu sou...
me escondo
entre palavras e divagações
gosto da sua presença
do que você diz
e mesmo do seu silêncio
eu gosto...

eu gosto da madrugada... me entendo com ela
cafés, ruas, a cidade
a noite
a madrugada
 e você olhou... olhou pra trás...
e sorriu! 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Medianeras


letra por letra...


manias
mundo moderno...
quão moderno isso é
você sabe que isso tudo é só ironia
ironia
cheiro de jasmim
e eu misturo o filme
com a letra dessa musica
de lembranças
de sonhos possíveis
e impossíveis
e com meu cavalo negro eu apronto...



eu ia deixar um aviso
fino e direto
mas que não sei se serve
ou se e real
isso e fantasia
brinquedo de criança marota
ou isso e cantoria
de pássaro que quer voar
isso e tão barato
na sua noite vazia
ou isso e tão escuro no seu peito cheio de dor...
....


sabe aquela cena de filme argentino
no canto da casa, na iluminação da rua
no silêncio
no vazio...


eu fui ouvir o que você gosta
até ouvi um pouquinho
mas voltei pra mim...
um espaço abstrato e magico
anonimato...
angustia existencial
particular
viagem
rotina
cotidiano
que se quebra
quando você ouve algo
quando você acha que sentiu algo
você está ai
...
e tudo parece estar bem, mas está confuso
como as palavras
num blefe
e essa palavra é sua...
fale alguma coisa
eu não vou dizer mais nada
fale se quiser
se quiser prolongar a conversa
eu gosto mesmo de conversar com você
gostei do seu livro
da forma como você vê o mundo
mas são coisas misturadas aqui
coisas demais
diferentes
dois
mundos
a povoar meus pensamentos
os filmes que vejo
com a trilha sonora que eu escolho
que eu quero
são apenas
pedaços
de mim...
filmes argentinos
iranianos
franceses
filmes
na madrugada
na terça ou na quarta
mesmo na segunda-feira
a segunda-feira
está sendo meu refúgio
do fim de semana conturbado
as semanas são mais intensas
nelas estão todos os sonhos
e segredos
o segundo andar
eu preciso
de uma boa musica
de um bom filme
de um bom vinho talvez
do escuro
de uma caneta
e de um papel
....
por hoje basta

sábado, 2 de maio de 2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

a resposta, meu amigo, está soprando no vento
a resposta está soprando no vento... 

então queres ser um escritor

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo
não o faças.
a menos que saia sem perguntar
do teu coração,
da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã no computador
ou curvado sobre a tua
maquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou fama,
não o faças.
se o fazes para ter mulheres na sua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e reescrever uma e oura vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.
(...)
Bukowski
 





  

terça-feira, 28 de abril de 2015

nada mais
perda de tempo
de sentido
raso
muito raso
nada mais a ser dito
... 

sábado, 18 de abril de 2015

abril
deveria estar mais frio
mas a noite está quente
uma música
um filme
o vermelho
chocolat

quinta-feira, 2 de abril de 2015



Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira...

Lô Borges

domingo, 29 de março de 2015

para acalentar a noite
para enfeitar meus sonhos
povoa meus pensamentos
que por vezes se dispersa
mas volta onde teu olhar se esconde
palavras que ainda precisam ser ditas
que esperam
e desejam...

quarta-feira, 18 de março de 2015

tem coisas que definitivamente...
nem pensar!
e outras que alegram a alma
e colocam leveza no seu dia....

domingo, 1 de fevereiro de 2015

cada dia
a cada dia
uma nova vida
um novo sonho
e novas possibilidades
e novas escolhas
e novos olhares
e novos desejos
ou velhos desejos...
mas um novo corte de cabelo...
desligue...
....
ligue!!!
lugares...
que sei que preciso estar...
que me faz bem...
faz de mim o que eu sou
lugares...

o que você está fazendo?
eu não sei...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

e eis que...

olhar a paisagem pela janela
ouvir música
pensar naquela pessoa com quem você se identifica
um cúmplice
dos seus filmes
das suas músicas
dos seus livros
dos seus desejos
inquietação
querer mais
sempre mais
do mundo
das pessoas
de mim mesma

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

tudo é autobiográfico
somos tudo que já vivemos
o que é conhecer alguém de verdade
ter aquela ligação
capturar isso

algumas palavras verdadeiras
outras soltas
palavras que brincam
vão e vem

e todo cuidado é pouco
alguém pode se machucar
difícil dizer alguma coisa
qualquer coisa...

...
pra que mentir, fingir que perdoou
ficar amigos sem rancor...
a emoção acabou...
a nossa música nunca mais tocou...
pra que usar de tanta educação...
pra destilar terceiras intenções...
entre os meus inimigos beija-flor
eu protegi seu nome por amor...
não responda nunca meu amor...

prendia o choro e aguava o bom do amor!

(palavras perdidas na madrugada com Cazuza)
o que eu disse
o que você disse
afinal...

"aquelas bobagens que você escreve..."
sempre você
por perto
mesmo longe
não canso de te desejar
desejo
desejo vontade
necessidade
invade
e fim
meu bem querer
é segredo, é sagrado
está sacramentado em meu coração

meu bem querer
tem um quê de pecado
acariciado pela emoção

(...)

Djvan

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

viajar é sempre bom, pois além de oferecer dias de descanso despreocupado reforça em nós o que gostamos e não gostamos, pois estamos fora do conforto e dos hábitos cotidianos.
eu definitivamente prefiro o inverno, a montanha, o café, as caminhadas em locais históricos, museus, trilhas ecológicas do que praia, sol, areia e calor dos infernos...
um dia vai... dois... no máximo três... depois de virar um pimentão, dormir mal e perder a fome fico sonhando acordada com as montanhas, o café e o pão de queijo mineiro...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

estou na fase de ler biografias
Trotkky, Frida, Goya, George Hassison...
e quanto mais leio mais me interesso por boas biografias

o que não pode ser dito
afinal...
um pouco de você...
nas palavras ditas e não ditas
no que se espera pra esse ano que se inicia
no que se lembra do ano que passou
e na saudade e no desejo que permanecem...