domingo, 22 de abril de 2012

isso não é um diário
nem realidade
são apenas palavras
sem nenhuma pretensão
apenas palavras...
podem ser tentativas
tentativas de escrever poesia
e poesia não é realidade
como dizia Drummond:
"Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia."



quarta-feira, 18 de abril de 2012

eu queria estar agora
nos seus braços
sem perguntas ou respostas
agora... e nada mais...

deixe-me cantar uma valsa para você...


perto e ainda assim distante
pode ser
que assim ainda possa... 
um se tornou um estranho
o outro um distante
que quer estar perto
mas não sei ao certo
o quanto isso pode ser bom

sábado, 7 de abril de 2012

"Minha motivação foi esta: tentar resolver, através de versos, problemas existenciais internos. São problemas de angústia,  incompreensão e inadaptação ao mundo”, disse Drummond ao jornalista Geneton Moraes Neto, em sua última entrevista, publicada cinco dias após sua morte, no caderno Idéias, do Jornal do Brasil, em 22 de agosto de 1987. 
(...)
Pois de tudo fica um pouco
Fica um pouco do teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados
nas folhas, mudas, que sobem.
(...)

Carlos Drummond de Andrade

o que você quer saber?
o porque do meu silêncio?...
talvez...
você acena, eu penso em chegar perto
mas não posso
não ainda
eu queria olhar em seus olhos
sei que acabaria cedendo
por isso tenho medo...
por isso ouço sua voz
apenas a sua voz...
não é o bastante
também tenho vontade
desejo
saudade
mas entenda...
quem sabe um dia...