quarta-feira, 29 de setembro de 2010



Cazuza





"Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois
"
Um Trem Para as Estrelas
Cazuza

É preciso rir...

Gente, os últimos meses tem sido desafiantes e cansativos pra mim... cheguei à metade do meu doutorado, precisando acelerar a escrita da tese... pesquisas que não acabam nunca, idas e vindas para arquivos e bibliotecas aqui e acolá, estágio na universidade e ainda inventei de fazer francês e um curso de cinema... Não que as coisas não estejam indo bem, pelo contrário, tudo é muito interessante, por isso o desgaste físico e mental. Bom, no meio de tudo isso, às vezes saio passeando pela internet, tentando achar algo interessante para ler, procurando distrair um pouco essa minha cabeça que ultimamente está teórica demais... nesses passeios na net, acabei na página do Clube da Insônia http://clubedainsonia.blogspot.com/2008/03/das-coisas-que-mudam-o-mundo.html do Tico Santa Cruz. Me deparei com um texto intitulado "Das coisas que mudam o mundo" e comecei a ler sem saber do que se tratava... só pra você saber, caro leitor, que me agracia em muito aqui com sua presença nesse meu cantinho de soltos e perdidos pensamentos, estou na sala da pós da Universidade de São Paulo, cercada de mestrandos e doutorandos, pesquisando e escrevendo suas respectivas teses. O texto em questão provocou-me uma crise de riso e precisei me segurar para não gargalhar na sala. Eu não vou contar aqui sobre o que se trata porque vai perder a graça de você ir lá na página do blog do Tico Santa Cruz e ler cada desenrolar dessa história hilariante... Leia tudo e me conte depois. Bjos a todos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Mídia

Esqueçam a Veja, a Folha de S. Paulo e o Estadão! Leiam http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608IMQ002. O Observatório da Imprensa analisa a Imprensa brasileira nestes dias que antecedem a eleição. Há um artigo, em específico, que analisa manchete da Folha: "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma". Washington Araújo alerta: "A propósito, informe-se que a tarifa social foi criada em 2002, ainda durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As mudanças solicitadas pelo TCU ocorreram em 2007, dois anos depois da saída de Dilma da pasta. A lei que regula a tarifa social foi alterada em 2010". Ante o ocorrido surgiu no Twitter uma reação à esta e à outras notícias da mídia que procuram apresentar Dilma culpada por "todas as malezas nacionais". Segue algumas das frases postadas no Twitter e relacionadas no artigo de Washington Araújo. Algumas, são de morrer de rir:

** Guarda pretoriana prende assassinos de Júlio César com sestércios na tanga. Mandante foi Dilma
** Dilma serviu o café de Ronaldo no dia da final da Copa de 1998

** Padre voador caiu porque Dilma mandou ‘vazar’ os balões!
** Dilma a padre no Sul: ‘Enche os balõezinhos que dá’

** Deu na Folha: Viram Dilma derretendo o gelo polar com secador de cabelos
** Por falha de Dilma, PAC do Muro de Berlim atrasou e ele acabou caindo
** Erro de Dilma soterra mineiros no Chile
** Dilma é a principal pedra que impede a saída dos mineiros chilenos da mina
** Dilma joga moeda de um real na pista de Congonhas e derruba avião da TAM

** Dilma disse a Bush: "Em seis meses você resolve esse negócio no Iraque"
** A Folha denuncia: Dilma foi responsável pelo último terremoto no Chile. O que fará ela como presidente do Brasil?
** Falhas em obras do PAC de Dilma resultaram no soterramento de mineiros no Chile.
** Erro de Dilma nos cálculos provocou inclinação da Torre de Pisa

** Fim do mistério: Foi Dilma quem indicou Índio da Costa para vice de Serra
** Foi Dilma que fez a cratera no metrô do Serra
** Trololó de Serra foi violado pela campanha da Dilma

** Nhem-nhem de FHC é violado pela campanha de Dilma
** Dilma manda Serra para a ilha de Lost em 4 de outubro
** Comitê Central da campanha do Serra funciona na sede da Folha

** Dilma é mãe de Fernandinho Beira-mar... Serra afirma: Lula é o pai
** Exclusivo! As trapalhadas de Serra e sua campanha foi combinado com Dilma que garantiu a chefia da Casa Civil pra ele

** Folha kids: boi da cara preta, filiado ao PT desde 1980 revela: quem mandou pegar criança foi a Dilma

** Dilma para John: "Querido, deixa eu te apresentar uma amiga, esta é a Yoko..."
** Elvis não morreu. Foi sequestrado por Dilma
** Che Guevara usava uma camiseta com Dilma estampada
** Einstein estava confuso. Dilma lhe disse: "Calma, tudo é relativo"

** A Folha adverte: Dilma é mais nociva que o cigarro. Afirma ter provas científicas disso.
** O Ministério da Saúde adverte: camisinhas da marca Dilma arrebentam!
** Fotografamos usuários da Cracolândia com camisetas do PT, os malucos insistiram que a Dilma, sim, é Crack

** Deus ia fazer o mundo em quatro dias, mas houve atraso na obra do PAC
** Deus criou o mundo em seis dias. No sétimo, Dilma deu uma retocada
** Foi a Dilma que mostrou o fruto proibido a Eva

** Lobo Mau comeu Chapeuzinho Vermelho a mando de Dilma
** Na verdade, o Sapo queria lavar o pé, mas Dilma não deixou!!!
** Dilma cortou a perna do Saci Perêrê
** Dilma obrigou escravos de Jó a jogar caxangá

** Errar é humano. Colocar a culpa na Dilma está no Manual de Redação da Folha

** Será que a Veja vai levar o fenômeno #DilmaFactsbyFolha pra sua capa como o #calabocagalvao?

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608IMQ002

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Descobri que ainda há muita coisa viva em mim. (Clarice Lispector)
Ocupei-me o tempo todo para disfarçar a saudade. (Clarice Lispector)

REDS


Reds conta a história de um jornalista americano que vai para a Rússia e acaba participando da Revolução de Outubro. Um fato que pode despertar maior interesse pelo filme é Maureen Stapleton interpretando Emma Goldman.


REDS 1981


terça-feira, 21 de setembro de 2010


Índia Song

Índia. Anos 30. A música, o piano, o incenso. Embaixada da França. O Ganges. Vozes. Histórias. A fome, a lepra, o calor. A pobreza, o preconceito. Longos silêncios, que dizem muito... Os corpos... choram, e chorar é uma forma de falar... o espelho, o confronto com sua própria imagem, o passado e o presente se confundem. "Essa música... me dá vontade de amar"... "Ela está profundamente ausente... chegam toledas de livros em nome dela"... um abajour, um porta-retrato... a casa, o jardim, estátuas, a varanda... "As rosas chegavam todos os dias do Nepal". "Aquele abandono no olhar". Uma voz ao fundo... entoa uma canção quase triste. O vento, as árvores, a maré baixa. O calor e a lentidão. Tudo está morto... as ruas, a casa, o jardim, a quadra de tênis, a bicicleta vermelha... tudo se tranformou em uma imagem confusa e apagada do que existiu um dia... Vozes que emergem dessa desordem, caos... Obra de Marguerite Duras, escritora francesa. Ela nos revela ora a tensão dos corpos, ora o silêncio incômodo e frio... Apesar de se estar na Índia, a Índia não está lá.... percebe-se a Índia no incenso, nos nomes dos rios, das cidades, na voz que fala da lepra, da pobreza... e acima de tudo, sente-se a Índia na música... é isso! Não se vê a Índia... ela é sentida... o filme, talvez fale também do amor... "amor... a ponto de eu não ver, nem ouvir... morrer..." Os pescadores de Ganges. A noite, o calor, passos na madrugada. A chuva. Os caminhantes. As janelas. Cinema teatral. Poesia. O foco está nas palavras. Quando parece que não acontece nada... é justamente quando tudo acontece... escrevo no escuro... duas vezes hoje... primeiro na sala de cinema... depois, no meu quarto, na madrugada... as frases saem soltas... talvez tortas demais... o silêncio diz muitas coisas... é preciso aprender a ouvi-lo!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cucurrucucu Paloma

Dicen que por las noches
no mas se le iba en puro llorar;
dicen que no comia,
no mas se le iba en puro tomar.
Juran que el mismo cielo
se estremecia al oir su llanto,
cómo sufrió por ella,
y hasta en su muerte la fue llamando:
ay, ay, ay, ay, ay cantaba,
ay, ay, ay, ay, ay gemia,
Ay, ay, ay, ay, ay cantaba,
de pasión mortal moria.
Que una paloma triste
muy de mañana le va a cantar
a la casita sola
con sus puertitas de par en par;
juran que esa paloma
no es otra cosa mas que su alma,
que todavia espera
a que regrese la desdichada.
Cucurrucucu paloma, cucurrucucu no llores.
Las piedras jamas, paloma,
¿qué van a saber de amores?
Cucurrucucu, cucurrucucu,
cucurrucucu, cucurrucucu,
cucurrucucu, paloma, ya no le llores

Caetano Veloso
Composição: Tomás Méndez

IT'S A LONG WAY

Woke up this morning
Singing an old, old Beatles song
We’re not that strong, my lord
You know we ain’t that strong
I hear my voice among others
In the break of day
Hey, brothers
Say, brothers
It’s a long long long long way

Os olhos da cobra verde
Hoje foi que arreparei
Se arreparasse a mais tempo
Não amava quem amei

Arrenego de quem diz
Que o nosso amor se acabou
Ele agora está mais firme
Do que quando começou

It's a long road

A água com areia brinca na beira do mar
A água passa e a areia fica no lugar

E se não tivesse o amor
E se não tivesse essa dor
E se não tivesse sofrer
E se não tivesse chorar
E se não tivesse o amor

No Abaeté tem uma lagoa escura
Arrodeada de areia branca

Caetano Veloso

Fale com Ela


Marco


Fale com Ela

Neste filme, de Almodóvar, Caetano Veloso interpreta a canção "Cucurucucu Paloma". Marco (Dário Grandinetti), é editor de um jornal e a cena em que ele chora ao ouvir Caetano (que está no filme) realmente toca a alma, pelo menos a alma das pessoas mais sensíveis... ou apaixonadas... mesmo que pela vida!
"(...)A emoção acabou.... a nossa música nunca mais tocou... pra que usar de tanta educação? Pra destilar terceiras intenções, desperdiçando o meu mel, devagarzinho, de flor em flor.... Eu protegi teu nome por amor... (...) prendia o choro e aguava o bom do amor..."
CAZUZA

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Le Soleil

Le long du vieux faubourg, où pendent aux masures
Les persiennes, abri des sécrètes luxures,
Quand le soleil cruel frappe à traits redoublés
Sur la ville et les champs, sur les toits et les blés,
Je vais m'exercer seul à ma fantasque escrime,
Flairant dans tous les coins les hasards de la rime,
Trébuchant sur les mots comme sur les pavés
Heurtant parfois des vers depuis longtemps rêvés.


Ce père nourricier, ennemi des chloroses,
Eveille dans les champs les vers comme les roses;
II fait s'évaporer les soucis vers le ciel,
Et remplit les cerveaux et les ruches le miel.
C'est lui qui rajeunit les porteurs de béquilles
Et les rend gais et doux comme des jeunes filles,
Et commande aux moissons de croître et de mûrir
Dans le coeur immortel qui toujours veut fleurir!


Quand, ainsi qu'un poète, il descend dans les villes,
II ennoblit le sort des choses les plus viles,
Et s'introduit en roi, sans bruit et sans valets,
Dans tous les hôpitaux et dans tous les palais.


— Charles Baudelaire
...E quase que eu me esqueci que o tempo não pára
Nem vai esperar
Vento de maio rainha dos raios de sol
Vá no teu pique estrela cadente até nunca mais
Não te maltrates nem tentes voltar o que não tem mais vez
Nem lembro teu nome nem sei
Estrela qualquer lá no fundo do mar...

Vento de Maio
Lo Bôrges
"Beto, o homem dos mil instrumentos, da voz emocionada e de melodias ricas de som e ritmo. Esse é um cara em quem aposto e acredito desde que conheci. Faz parte de uma turma radicada em Minas, que canta como vive: trocando idéias, participando uns dos trabalhos dos outros; mas individualmente, cada um com seu próprio segredo. Cada novo trabalho traz surpresas e sempre me deixa emocionado. Aliás, também a todas as pessoas que sabem ouvir (o que também é um Dom). Tô com ele e não abro. Menos na arte de pilotar um Ultra-leve juntos, porque eu posso ser doido, mas não tanto. Força Beto. Sai da toca e mostra pro mundo. Todos nós precisamos. Beijos - Compadre Nascima" - Depoimento de Milton Nascimento sobre Beto Guedes.
(..)O que a memória guarda dos tempos da Panair
Nada de triste existe que não se esqueça
Alguém insiste e fala ao coração
Tudo de triste existe e não se esquece
Alguém insiste e fere no coração
Nada de novo existe neste planeta
Que não se fale aqui na mesa do bar (...)

Conversando No Bar
Elis Regina
Composição: M.Nascimento/F. Brant
(...)Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois (...)

Cazuza

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Esta noite está um tanto diferente... especial... peguei uns CD's que não ouvia a um tempo... mudanças, silêncios, que agora se desfazem... e comecei por alguns que não tinham muito a dizer... logo fui tomada por muitas saudades... saudades de Beto Guedes, de Bethânia, de Caetano, de Tom Jobim, de Vinicius.... "A tristeza tem sempre uma esperança de não ser mais triste não... a vida é pra valer..." que saudade gostosa, mais gostosa quando se pode ouvir a voz de Drummond falando de Vinicius... "põe um pouco de amor na sua vida, como no seu samba..." Tantas coisas passam pela minha cabeça, tantas lembranças, doces e amargas, mas as doces são sempre aquelas das quais mais me alimento... a tristeza é permitida pra alimentar a poesia... "E por falar em saudade... Onda Anda Você?"

Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão

Vinicius de Moraes

Vinicius e Tom

Onda Anda Você

E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
A onde anda você?

Vinicius de Moraes
(...) Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então
Como você pode pedir... (...)

Milton Nascimento (Tristesse)
(...)
Na distância, há de sonhar
Há de estancar
Gotas tantas não demora
Sede estranha


(...)
Água também é mar
Marisa Monte
(...) E que ele fará com os seus
Braços de amansar desejos
Boca de beijo
Corpo de tocar
Meu coração muito tonto
Quer sair de mim (...)

Vanessa da Mata
Eu queria escrever algo que somente você pudesse entender... eu queria olhar pras estrelas, e ver o quanto elas brilham pra você. Eu escrevi muitas coisas pensando em você, palavras que buscam aplacar um pouco... amenizar a saudade, o desejo... sua pele, seu cheiro, seus ossos... o que eu poderia fazer? Para onde eu iria? Eu só queria seus olhos agora... eu meu lugar, em mim, estavam linhas que eu não podia mudar... cruzei linhas que não deveria ter cruzado... mas eu esperei por você... Quanto tempo você vai esperar? Apenas... são pedaços... nada mais...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

“Eu acho que você é corajoso… Corajoso por encarar o fato de que nós perdemos aqueles sentimentos para sempre…”

Do filme AS HORAS

domingo, 5 de setembro de 2010


Aula aberta no Museu Paulista


O Museu Paulista (MP) da USP, mais conhecido como Museu do Ipiranga, recebe na terça-feira (7) uma aula aberta sobre a Independência do Brasil, às 10 horas.

O evento é organizado pelo Instituto Henfil e discute os costumes da época, influências de movimentos históricos, as razões do acontecimento e outros.

A aula ficará a cargo do professor Paulo Sérgio. A participação é gratuita e aberta a todos os interessados.
Endereço: Parque da Independência, s/nº, Ipiranga, São Paulo
Contato: www.mp.usp.br

Saudade...

Eu queria viver de novo aqueles poucos segundos em que tudo enlouqueceu dentro de mim... queria fechar os olhos e apenas sentir.... queria sentir aquele cheiro... as suas mãos... Você diria que eu evitei tudo, que eu não fui até você... eu não podia... eu não posso... mas como dói...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Uma rede gostosa pra deitar, entre as árvores, ar puro, fugindo de todo esse calor... um carinho da pessoa mais linda desse mundo, uma risada gostosa e uma água geladinha... direto da fonte... delícia!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"O Estado é o mais frio de todos os monstros frios. Mente friamente, e esta mentira rasteja de sua boca: 'Eu, o Estado, sou o povo.' É uma mentira. Só onde termina o Estado, começa o homem." Nietzsche

Canditados à Presidência - 2010



No alto, a partir da esquerda, os candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio Sampaio (PSOL); embaixo, Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC), Zé Maria (PSTU), Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) (Foto: Divulgação/TSE)
"Os poetas são os legisladores desconhecidos do mundo."

Percy Bysshe Shelley
(1792 - 1822)
Poeta e escritor inglês.
"Ninguém pode dizer: "vou compor poesia". Nem o maior poeta o pode afirmar, pois, ao criar, o espírito é como brasa que se extingue, mas que uma influência invisível, qual vento constante, desperta para um fulgor transitório; este poder nasce de dentro, como a cor de uma flor que desmaia e muda à medida que se desenvolve, e a parte consciente da nossa natureza é incapaz de profetizar, quer a sua aproximação quer o seu afastamento: pudesse esta influência perdurar na pureza e força originais, e seria impossível predizer a grandeza dos resultados; porém, quando se inicia a composição, a inspiração está já em declínio, e a mais gloriosa poesia que alguma vez se comunicou ao mundo é provavelmente uma ténue sombra das concepções originais do poeta. Invoco o testemunho dos maiores poetas do presente: não será um erro afirmar que os mais belos trechos poéticos são produto do labor e do estudo? O labutar e o proletar recomendados pelos críticos podem, numa interpretação justa, não significar mais do que uma cuidadosa observância dos momentos de inspiração e uma ligação artificial das suas sugestões, preenchendo os espaços entre elas com a intertextura de expressões convencionais, uma necessidade imposta apenas pelas limitações da própria faculdade poética (...)."



Percy Bysshe Shelley

"Defesa da Poesia", Poesia Romântica Inglesa