quarta-feira, 30 de abril de 2008

Não me pergunte....nada sei...

Coração inquieto
palavras soltas
tem tiro certo

Para onde vão
pensamentos vãos?
Noite adentro
flores
vazios
sentimentos

Ruas e esquinas
ladeiras e saudades
de quando ainda nada se sabia

Esperanças, sonhos,
seguir em frente
tantos lugares
vilarejos
casas, rios, pontes

ser e estar justamente ali
onde só você está

Quem te endente?
quem te ouve?
quem sabe o significado do brilho nos teus olhos?
Vida... luz... esperanças... eu, você, todos....
todos podemos sonhar
para aqueles que podem, que conseguem ver além

Que não conseguem esperar
que querem o hoje, o agora,
a mudança, sem espera,
a transformação, ser o que se quer ser
viver o que se quer viver

aonde a estrada me levar
aonde ainda não pisei
aqueles que ainda não conheci
por viagens que ainda não fiz

para além desse eterno retorno
chega de palavras vazias
de querer ser o que não se é...
de conformismo... morto... torpe... sujo
essa guerra não é minha
essa disputa é vazia
esse mundo não é o meu.

Nem eu mesma saberia explicar o que faço agora
sou mutante nesse espaço de cacos e pedras
quero as nuvens e os arcos de fumaça
onde a lua não se esconde
porque ela está onde eu quiser que ela esteja

quero as pessoas e os corpos quentes
sendo o que são, sem mentiras e subornos negros
quero a noite que chega
para que se torne parte de mim
e me leve ainda mais longe de mim mesma!

Clarear

Nenhum comentário:

Postar um comentário