sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Neruda

Aqui na ilha há tanto
mar,

O mar e mais o
mar.

Ele transborda de tempo em
tempo.

Diz que sim, depois que
não,

Diz sim e de novo
não.

No azul, na espuma, em
galope

Ele diz não e novamente
sim.

Não fica tranqüilo, não
consegue parar.

Meu nome é mar ele
repete

Batendo numa pedra, mas sem
convencê-la.

Depois com as sete línguas
verdes

De sete tigres verdes, de
sete cães verdes,

De sete mares
verdes

Ele a acaricia, a beija e a
umedece;

E escorre em seu
peito

Repetindo seu próprio
nome.

O Carteiro e o Poeta (Neruda declama e pergunta a opinião de Mário sobre esse poema, em uma cena que se passa à beira-mar.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário