sexta-feira, 18 de julho de 2008

Futuros Amantes

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa ele pode esperar
Em silêncio num fundo de armário
Na posta-restante milênios, milênios No ar
E quem sabe, então o rio será

Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas sua alma, desvãos
Sábios em vão tentarão decifrar

O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas mentiras,
Retratos vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não que nada é pra já

Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia deixei pra você
Chico

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