domingo, 26 de julho de 2009

Quando o amor acaba? Quando tudo fica ridículo? Como as cartas de amor lembradas por Álvaro de Campos com seus sentimentos exdruxulos? Quando você não reconhece mais quem você tem à sua frente? Você olha e não há mais o que ser feito... Será verdade que as coisas mudam mas as pessoas não? A vida não é imperfeita, nós é que somos...

E então...


"Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita".

Drummond

Nenhum comentário:

Postar um comentário