terça-feira, 28 de julho de 2009

...pelas ruas que caminho nada encontro de familiar... penso alto, penso forte e tudo é névoa e vento... não há cheiros nem cores e nada permanece... tudo está fora do lugar e tudo é tão incerto... fogem as letras, não se formam as palavras, caem as folhas e a chuva que cai forma poças imensas... a paisagem muda, não há sol, tudo é frio, escuro e incerto... a mente passeia por entre lembranças que vão e vem... imagens soltas que insistem em ficar... não encontram mais um lugar para repousar, uma lembrança dividida, uma saudade ancorada... não há ouvidos para tanto lamento, não há descanso para quem tanto busca... e essa instabilidade toda quer hoje apenas fechar os olhos e encontrar uma folha branca no jardim... nada a ser escrito ainda... até o dia amanhecer...

Nenhum comentário:

Postar um comentário